Lilypie Kids Birthday tickers

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Lilypie First Birthday tickers

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domingo, 30 de dezembro de 2012

Às 12 badaladas...

No ano passado, à entrada de 2012, devo ter desejado um bebé, sem saber que já estava grávida.
Hoje ele está aqui, saudável, forte, e bem disposto... Um sonho tornado realidade.
2012 foi um ano bom para mim. Eu e os meus temos saúde, temos emprego. Ninguém da família mais chegada se encontra em situação aflitiva, apesar de o monstro do desemprego já ter batido a algumas portas...
Eu e o J continuamos unidos e felizes, na certeza tão simples mas tão reconfortante de que fomos feitos um para o outro.
A 2013 não me atrevo a pedir que seja melhor que o ano que agora termina. Se for igual já é excelente.
A quem por aqui passa desejo um ano cheio de saúde e de amor. E que neste país que tanto amo, mas que por vezes tanto me desilude se comece, finalmente, a ver a luz ao fundo do túnel.
Em 2013, sejam felizes!

Até sempre,
Cookie

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Constatação

Só sabe bem ouvir a chuva lá fora quando quem nós amamos está connosco cá dentro...

Até sempre,
Cookie

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

12-12-12


Agora que já sabemos que o mundo não acabou, vamos lá por ordem nisto. Sem querer ser chata, parem lá com isso de dizer que a data 12-12-12 é uma capicua.

Vejam a definição de capicua na Wikipédia, por exemplo: 
"Capicua (origem catalã: "cap i cua", cabeça e cauda) ou número palíndromo é um número (ou conjunto de números) cujo reverso é ele próprio.[1] O mesmo pode ser dito em relação a datas e a horas. É um tipo de escrita constrangida."
Por exemplo, o número 212 é uma capicua, lê-se da mesma forma se começarmos a ler pelo inicio ou pelo fim. Ora então experimentemos ler do fim a data de ontem: 21-21-21... Não é a mesma coisa, pois não? Certo...
E agora vamos mas é dedicar-nos a coisas mais importantes, que nunca se sabe se o mundo não acaba mesmo mas é no dia 21, e nesse caso convém aproveitar bem os 8 dias que nos restam...

Até sempre,
Cookie

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Secret story

Calma, meus 3 fiéis leitores, não fujais já. (gosto de pensar que as pessoas que me lêem, tal como eu, não são fãs deste tipo de lixo televisivo). Para mim um programa de televisão tem que ter algo de interessante, seja o enredo, sejam os participantes, seja o assunto visado. Na Casa dos Segredos não há nada disto, apenas estupidez. Por isso não vejo, mudo de canal sempre que no meio do zapping dou de caras com o programa, e só começo a saber o nome de alguns concorrentes, porque o que eu acho piada, é a ver as caricaturas dos concorrentes ou dos seus familiares em programas de humor, como é o caso do sketch que coloco abaixo, e de imaginar as figurinhas ou figuronas dos "originais".


E diga-se de passagem que no outro dia não resisti a espreitar os originais destes dois, para com espanto constatar... que são iguaizinhos!!!
Há cada figurinha neste nosso cantinho à beira mar plantado...

Até sempre,
Cookie

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Coisinha mai' linda

Primeiro, como presente da familia para a casa nova, acolhemos um casal de piriquitos a que alguém (sim, fui eu, mas não digam a ninguém) teve a infeliz ideia de chamar Romeu e Julieta. Claro que toda a gente já sabe que esta história só poderia acabar mal, e o azulinho Romeu acabou por deixar viuva a sua querida Julieta. A pobrezinha andava tão cabisbaixa que passados alguns dias lá lhe arranjamos um novo companheiro. Desta vez o nome não foi consensual (acontece, vejam o caso do filho da Adele, que nasceu quase há dois meses e ainda não tem nome) e acabou por ser batizado Mário Júlio.
Cá estão os dois "pombinhos" em amena cavaqueira.
A Julieta é a verdinha e o Mário Júlio o cinzento. Depois de uns dias de conhecimento mútuo, a Julieta cicatrizou as feridas da anterior história de amor mal sucedida, e lá iniciaram um belo romance que já dura há quase um ano. São um casal que tem tanto de bonito como de barulhento e "porquinho" (a cozinha, onde instalamos o seu humilde lar anda sempre cheia de penas e cascas da comidinha deles).

Já estavamos servidos de animais de estimação, mas ontem recebemos para almoçar um casal amigo, ele criador de canários, e sem que estivesse previsto, acabamos o dia com mais um morador cá em casa. O canário César (nome posto pela R.), do qual esperamos grandes cantorias.


Bem-vindo a casa, César!

Até sempre,
Cookie

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Ainda me lembro quando era eu...

Há dias, em casa de amigos, onde fomos jantar com todo o clã, carro cheio como eu gosto, o F. depois de algum tempo acordado, adormece tranquilamente na coque. De imediato me perguntam com ar admirado "o vosso adormece assim?". Acho que arregalei inconscientemente os olhos, mas respondi que sim com a maior naturalidade possível. "O nosso só adormece ao colo", respondem-me. 
E eu lembrei-me de quando acontecia o mesmo comigo, com a minha mais velha... Eu sei que também sou uma mãe diferente agora, mais tranquila, mais segura, mais confortável com a vida que tenho, mais feliz (e nisto acredito piamente, que o nosso estado de espírito se reflete nas crianças), mas sem dúvida que os meus dois filhos também o são. E é muito mais fácil não cometer erros com um bebé sossegado. Quando eles não param de chorar, santa paciência, para os acalmar vale mesmo tudo... ou quase.

Até sempre,
Cookie

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Esqueci-me

Da covinha na bochecha esquerda, dos estalinhos com a boca, e de como gosta que lhe mude a fralda. Resumindo... Uma delícia :-)))

Agora estamos assim

2 mesinhos... muitos sorrisos, muito "aaaaaah", "eeeeeh", "agrrrrrr", muita mãozinha na boca, com um ruído de sucção que faria inveja à Maggie Simpson, noites que começam a ser dormidas até pelo menos às 6h da manhã (deixa-me bater na madeira :-))) ), muitos olhares atentos a quem o rodeia, cada vez menos birras...
E um amor e encantamento que cresce a cada dia que passa.
Se temos os nossos momentos mais complicados? Claro que temos... Apesar disso, felizmente posso dizer que o F. é um bebé tranquilo, com o qual podemos sair, passear, ir fazer compras, lanchar ou jantar que por norma não temos problemas. Mas claro que a única coisa que é certa com um bebé é que não se podem fazer muitos planos nem ter muitas expetativas... A ver vamos como é que vai crescendo o meu principezinho. E eu cá estarei para ir contando tudo, para quem me lê e para nossa memória futura... 

Até sempre,
Cookie

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

E se...


E se, durante a noite, nos ocorre uma forma de transformar fraquezas em forças, ameaças em oportunidades, isso será madrugada, alucinação, ou... uma boa ideia?!?!?!?
(tens coragem para tentar descobrir, Cookie Maria?)

Até sempre,
Cookie

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Excessos policiais

Fala-se hoje muito nos excessos cometidos pela polícia na carga contra os manifestantes que ontem aconteceu em frente à Assembleia da República. E eu concordo que as imagens são de facto muito fortes, é visivel a violência contra mulheres e pessoas de idade. Contudo, na sua esmagadora maioria essas pessoas sabiam muito bem onde estavam. Num local onde a violência estava a borbulhar, com imensas atitudes de destruição da propriedade pública e privada. Se estou num sitio onde estão a ser arremessados paralelos da calçada obviamente que sei que corro riscos, se não quero corrê-los tenho, à partida, a liberdade de me retirar.
A mim o que me choca não é a violência da carga policial, mas os excessos cometidos pela população, a destruição provocada sobre a propriedade pública e privada. Compreendo o descontentamento, compreendo a indignação, compreendo que as pessoas se manifestem no sentido de tentar mudar alguma coisa ou melhorar a situação pessoal de cada um... Aliás não só compreendo como também os sinto. Não compreendo a destruição. Por me faltar dinheiro no bolso não tenho vontade de destruir a calçada, de incendiar ecopontos, de partir montrar de lojas, de vandalizar automóveis de pessoas que tiveram o azar de deixar por ali os carros. No limite acabará por me voltar a sair do bolso a despesa provocada por estes estragos...
E preocupa-me imenso pensar que este país se está cada vez mais a transformar num barril de pólvora.

Até sempre,
Cookie

terça-feira, 13 de novembro de 2012

To bimby or not to bimby

(ou de como eu também sou capaz de dar o braço a torcer)

Desde que ouvi falar em tal coisa que me considero bimby-cética (ou céptica, que isto com o novo acordo ortográfico há sempre dúvidas). Para mim a bimby era coisa de quem não sabia cozinhar. Mas desde que percebi que os cozinheiros do Top Chef a utilizam para muitas coisas, que admito que o meu ceticismo se transformou em curiosidade.
Mas como entretanto percebi que a Bimby custa quase 1.000 €, tal investimento fica claramente num lugar com pouca prioridade da minha lista para o próximo ano... A seguir à mobília do quarto do bebé, à mobília para o terraço que gostavamos de comprar, às obras que temos que fazer cá em casa para a tornar segura para quando o F. começar a andar, à mala para o carro que vai ser preciso comprar para quando quisermos ir de férias... e tantas outras pequenas coisas. Mas a curiosidade mantém-se.
Por isso, se alguém me quiser oferecer uma bimby para o Natal... estejam à vontade... eheheheh.

Até sempre,
Cookie

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Nós

Lembro-me de há uns anos, em conversa com uma amiga, que já tinha dois filhos na altura (eu ainda não tinha a R) ela me dizer: "Há pessoas que decidem ter um filho para tentar salvar um casamento. Mas enganam-se, porque um filho é das coisas que mais coloca um casal à prova."
Sempre pensei muito nisto, e para mim sempre fez todo o sentido. Aliás tenho noção, e acho que já escrevi isso por aqui, que não tendo sido o motivo para o fim do meu primeiro casamento, a nossa filha veio "colocar a nu" todas as fragilidades da nossa união. Tudo aquilo que antes dava para ir disfarçando, até para nós mesmos, nessa altura veio à tona.
Com o J. o contexto era diferente. Já tinhamos as nossas meninas, já tinhamos passado por muitas situações relacionadas com elas que a maior parte dos recém-casais não passa, e sempre tivemos noção, desde o primeiro dia da nossa relação, que eu não sou a prioridade nº 1 dele e ele não é a minha, porque as meninas estão em primeiro lugar. Mas não deixava de estar apreensiva, sobre o que aconteceria à nossa relação perante o impacto brutal de ter um filho.
E é certo que a nossa relação mudou... imenso. Desde logo porque as rotinas diárias estão completamente diferentes, costumavamos ir juntos para o trabalho, regressavamos juntos, tudo o que houvesse para fazer depois do trabalho faziamos em conjunto. E adoravamos que assim fosse. E depois porque um bebé é realmente muito absorvente, pelo que o tempo que estamos juntos acaba por ser muito concentrado nele.
O nosso amor mudou, ou antes, evoluiu. Estamos bem. Não há tensão entre nós, apenas o cansaço que por vezes se sobrepõe ao carinho. O nosso amor tornou-se mais sereno, mais tranquilo. Continuo a ver nele o meu "namoradinho" e continuamos a ter os nossos momentos especiais, simplesmente (como é normal) são menos frequentes. Continuamos a rir um com o outro.
Estou tranquila. O amor mudou, mas não diminuiu, nem um bocadinho. Aliás, fico feliz por poder continuar a dizer-lhe: "amo-te, hoje mais do que ontem e menos do que amanhã"

Até sempre,
Cookie

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Mergulho no caos

Depois de muitos dias a evitar, lá acabei por me decidir a envolver-me na missão (quase) impossível que é organizar o quarto dos brinquedos das pirulitas, que já não era arrumado (ao pormenor, por um adulto)desde que nos mudámos para esta casa (há mais de um ano, portanto).
Naquela divisão da casa sou assolada pela sensação de que tudo é possível. Já encontrei chinelos de quarto, óculos escuros e carregadores de telemóvel, entre outras coisas, nos caixotes dos brinquedos. Já dei um raspanete à pirulita e vou também falar com a filha do J., sobre estas arrumações tipo "furacão", em que simplesmente se deita tudo o que está no chão para dentro de uma caixa, sem um minimo de organização.
O que mais me incomoda são os brinquedos carissimos com peças por todo o lado, o que torna praticamente impossível voltar a brincar com eles, pelo menos na forma em que foram concebidos. Já avisei a R. que se as arrumações continuarem a ser assim, não contem com nenhum brinquedo, pelo menos dos que têm peças pequenas, para este Natal.
Entretanto, lá vou eu para a "selva" novamente. Desejem-me sorte. Se eu não der noticias na próxima semana, por favor contatem as autoridades competentes :-)

Até sempre,
Cookie

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Tu...

... fazes-me tanta falta... Hoje, como há 11 anos atrás...

Tenho tantas saudades tuas, querido pai...

Aquele (dos nossos, bem doce e apertado) abraço,
M.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

As primeiras "habilidades"

Se há coisas que não se esquecem, uma delas é o primeiro sorriso que sentimos que nos é dirigido mesmo a nós. Aconteceu há cerca de 2 semanas e desde aí têm-se sucedido. Não há nada mais autêntico e verdadeiro que o sorriso de um recém nascido, e talvez por isso tenha um efeito mágico como retemperador de energias. Compensa todo o cansaço, todas as horas perdidas de sono, todos os momentos em que se sucedem as birrinhas ou as crises de choro e ficamos meio desorientados sem saber o que fazer.
Agora o F está a começar a querer palrar, a explorar os sons. É maravilhoso ouvi-lo, responder-lhe e acompanhar todas as suas reações. Costumo dizer que quem tem um filho recém nascido não precisa de televisão... E nestes últimos dias isso tem sido cada vez mais evidente. E é apaixonante...

Até sempre,
Cookie

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Sem palavras...

Eu hoje ía escrever sobre a minha filha R., sobre como ando contente com ela, mas entretanto deparei-me com isto http://www.o-nosso-baby.blogspot.pt/ e fiquei sem palavras.
Andamos tantas vezes insatisfeitos com tantas (insignificantes) coisas, e não percebemos que algo que parece tão simples, que é ter filhos saudáveis, é um gigante, um enorme, o maior de todos, motivo de felicidade.

Para o pequeno Simão desejo que tudo corra da melhor forma possível, aos pais muita coragem...

Até sempre,
Cookie

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Oficialmente de dieta

Passadas que estão as 6 semanas que a médica me indicou que eram o tempo necessário para a recuperação integral, parece que alguém se esqueceu de dizer isso à minha balança, que teima em permanecer 4 kgs acima do peso inicial da gravidez, e 6 acima do peso que eu gostaria de ter.
Não é fácil fazer dieta em casa, com comida sempre por perto, e com a minha necessidade de comer doces sempre que me sinto um pouco mais carente, o que agora parece ter tendência a acontecer quase sempre que o meu filho chora.
Mas bom, é tempo de enfrentar este problema, e é se quero voltar ao trabalho em forma. Com calma e sem medidas radicais, até porque não havendo exageros a própria amamentação já ajuda à recuperação do peso (é o que espero, pelo menos :-) ). O meu plano passa por não exagerar na quantidade de comida, e sobretudo nas bolachas (sei que não consigo evitar comê-las, mas tenho que manter as quantidades dentro do razoável), por continuar com os alimentos ricos em fibras, e por beber muita água (ter um copo de água sempre por perto). Além disto tenho que tentar fazer algum exercício. Felizmente eu e o J. desistimos (ou pelo menos adiámos) a ideia de comprar uma bicicleta de ginásio, porque não faz sentido continuar a gastar dinheiro para acumular cá em casa coisas que acabam por não ser utilizadas (coisa em que eu sou perita) e é o que costuma acontecer às bicicletas de ginásio que as pessoas compram. Mas como ir para um ginásio neste momento não me parece uma opção muito prática, vou tentar utilizar aquilo que já tenho em casa, e fazer exercício na Wii (que tem a vantagem de ter um programa de controlo de peso) e no aparelho de abdominais.
A ver vamos se isto resulta. A minha auto-estima precisa :-)))

Até sempre,
Cookie

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Ok, parece que sou uma pessoa normal :-)

Artigo na newsletter da Dodot, enviada para bebés com 1 mês

"O BEBÉ COMEÇA A RECONHECÊ-LOS

Agora parece que o bebé que tinha dentro de si esteve sempre ao seu lado. Pode parecer que só come e dorme, mas observe-o com atenção: a cada dia analisa-a mais e parece estar pronto a recompensá-la com um sorriso. Tem a cara um pouco mais magra e até já pode ter tentado balbuciar. Regra geral, a grande quantidade de tempo que exige o cuidado de um bebé faz com que os novos pais e mães não se apercebam da rapidez com que o filho muda e cresce. Portanto, estejam atentos: antes de darem por isso, o seu pequeno já será um adulto.

Nota: Os bebés desta idade são muito exigentes e, no entanto, ainda não sabem fazer muitas coisas, razão pela qual esta pode ser uma altura especialmente difícil para si. A falta de sono e as profundas alterações na rotina a que estavam habituados podem afectar muito os pais, pelo que não se rendam."
 
"Ser mãe é extenuante e é natural que de vez em quando se sinta um pouco abatida à medida que se acostuma à nova rotina."
 
Até sempre,
Cookie

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Já passou um mês e pico...

Várias pessoas já nos devem ter chamado "doidos", pelo menos em pensamento. Algumas já verbalizaram os seus pensamentos, chamando-nos corajosos por decidirmos ter um filho agora, quando as mais velhas já estavam tão crescidas e numa fase em que já são muito mais independentes.
Ter um bebé tão pequeno, tanto tempo depois, é certamente um desafio. Sei que sou uma mãe diferente do que fui há 8 anos atrás. Mais paciente, sem dúvida, muito mais segura, mais prática, muito mais objetiva. Há alturas em que sinto que entro em piloto automático, fica apenas a componente prática a funcionar (agora tenho que fazer isto, depois tenho que fazer aquilo, e a seguir mais não sei o quê). Ainda reclamo quando estou a contar que o bebé adormeça para eu poder fazer alguma coisa e de repente vejo (como agora) a agitação dos bracinhos dele na alcofa e sei que não tarda nada e estarei a ser requisitada novamente. Mas sei que é normal.
Com um bebé pequeno não se podem fazer grandes planos, é ir gerindo o momento presente, as necessidades do momento do bebé, esperando conseguir fazer algo mais. Tinha grandes intenções para a licença, mas ainda me estou a tentar orientar em muitas delas... A idade não é a mesma e as noites mal dormidas pesam muito mais. Nem o sono é igual, lembro-me que quando a R. nasceu, quando ela adormecia eu automaticamente adormecia também. Agora demoro muito tempo a conciliar o sono e isso deixa-me de rastos.

A parte boa compensa, sem dúvida. Mas compensa sobretudo o que está para vir, visto que até esta fase o bebé interage muito pouco. Compensa pelas irmãs, pelo bem que lhes faz ter um maninho, compensa por ser o fruto do amor que tomou forma. Há-de compensar pelos sorrisos, pelos abraços, pelo carinho, por todas as traquinices, por tantos motivos de orgulho que nos há-de dar pela vida fora...

Até sempre,
Cookie

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

O meu novo amor

O meu novo amor nasceu no dia 15 de Setembro (que ainda na ordem descobri que estatisticamente é o dia em que nascem mais bebés em Portugal), com 39 semanas de gestação e 2.880 grs e 47,5 cms. Correu tudo de forma tranquila, quer no parto, quer na ordem, e a minha recuperação está a ser bem mais rápida do que da primeira vez... o que faz com que às vezes quase me esqueça que fui submetida a uma intervenção cirúrgica.
O F. é um bebé muito diferente do que foi a irmã, o que faz com que estes primeiros dias estejam a ser de aprendizagem e conhecimento mútuo. Estou a adaptar-me ao meu filho e a esta nova vida, tão diferente e tão exigente nos primeiros tempos, em que o corpo ainda não recuperou e o cansaço anda em níveis extremos. Mas a parte boa compensa tudo, e quando olho para aquela carinha pequenina, para estas mãozinhas que aqui vos dou a conhecer, para este corpo tão pequeno e tão frágil, sinto-me uma mulher feliz e preenchida.
O meu segundo filho era um sonho, que cheguei a esquecer em tempos... e que agora se tornou realidade... e agora está aqui... na nossa casa... integrando e completando esta familia!!!

Até sempre (hoje especialmente orgulhoso e feliz),
Cookie

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Na reta final

39 semanas volvidas sobre o inicio desta grande aventura, o F continua com pouca vontade de vir cá para fora. Como o compreendo... isto cá pelo mundo real não anda propriamente fácil.
É tempo de fazer um balanço destes  9 meses, vividos com a intensidade própria das alturas especiais das nossas vidas. 8 anos depois da primeira gravidez, esta conseguiu ser ainda mais "de luxo", como a classificaram as próprias médicas. Ainda hoje, na maternidade, pude observar as dificuldades de locomoção e de desconforto com que se deparam muitas grávidas. Eu ainda agora não ando "à pinguim", sento-me normalmente e até consigo cruzar as pernas. Aliás, cá entre nós que ninguém nos ouve, num casamento que tivemos no passado Sábado, ainda me fartei de dançar até altas horas da noite...
Depois de ter deixado de trabalhar, consegui descansar e todos dizem que estou com bom aspeto. Sinto-me bem, praticamente sem dores e sem grandes incomodos para além da dificuldade em conseguir apertar as fivelas das sandálias.
O único problema, tal como da primeira vez, é mesmo o despoletar da última fase. Gostava de entrar normalmente em trabalho de parto, até porque me parece que apenas dessa forma é que teria possibilidades de ter um parto normal. Mas como disse, o F está bem dentro da barriguita e não me parece que isso aconteça tão cedo...

A ver vamos. E fica desde já prometido que logo que me seja possível, aqui virei para vos dar conta da grande noticia que a nossa familia espera para os próximos dias.

Até sempre,
Cookie

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Sobre o aumento da TSU

Bem que eu não queria falar sobre isto, mas realmente é um assunto que me tem ocupado bastante o pensamento, enquanto não começa a desocupar a carteira... Mas agora que estou a ouvir o Ministro das Finanças a falar, não consigo evitar o tema.

Apenas para dizer que quando os próprios empresários, supostamente a parte que é compensada e estimulada por esta medida (visto que as empresas vão reduzir a TSU paga em 5,5%) estão contra, apetece perguntar em que raio de estudos é que os nossos governantes se andam a basear (provavelmente pagos a peso de ouro) para pensarem em semelhante disparate. A redução da TSU nas empresas por si só até pode ser positiva, mas qualquer pessoa minimamente inteligente consegue perceber que as empresas vivem do poder de compra das pessoas. Ou seja, ao aumentar a taxa nos assalariados, reduz o poder de compra de parte significativa da população. Todos nós vamos consumir menos. Logo a faturação das empresas vai reduzir. E pergunto eu, o que terá mais impacto numa PME (o grosso do nosso tecido empresarial): uma redução de custos na ordem dos 500 /1.000 € mês, ou uma quebra de faturação na ordem dos 7%?

É uma cegueira tal que se apoderou desta gente, estes que aquando da queda do governo de Sócrates se insurgiam com todas as suas forças contra novas medidas de austeridade, que se esquecem que a economia precisa de estimulos. Todas estas medidas restritivas mais não fazem que reduzir o consumo e o investimento, e por inerência a receita fiscal. Por mais que se reduza a despesa (e aqui tenho dúvidas que esteja a ser feito um trabalho correto, acho que há muitos apoios, subvenções, subsídios que não fazem qualquer sentido quer na sua natureza quer no montante), se a receita fiscal continuar a derrapar não há consolidação orçamental possível.

Sempre me identifiquei com a direita e politicas de direita, mas sinceramente nos ultimos tempos sinto-me cada vez mais identificada com as medidas defendidas pelo BE e PC. E não sei se não seriam os unicos capazes de moralizar a classe politica, que vergonhosamente se tem mantido à margem da austeridade...

Até sempre,
Cookie

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Home alone

Pois que ainda não tinha aqui referido que depois de um falso alarme que me levou a passar uma manhã na maternidade a fazer exames, e de levar na cabeça de algumas das pessoas mais próximas, acabei por lhes dar razão e decidi parar de trabalhar, uns dias antes do previsto. Ao meu estado avançado de gravidez juntou-se o facto de apenas ter tido uma semana de férias, e todo o stress provocado pelo excesso de trabalho durante as férias do resto da equipa. Sentia-me extremamente cansada.
Entretanto tenho passado a semana com a minha companheirinha, aproveitando o tempo para repor o sono em falta e para convivermos as duas. Com os seus 8 anos, já é uma companhia maravilhosa. E por isso senti a casa tão vazia hoje quando o pai veio buscá-la. Há momentos (felizmente poucos) em que gostava de não ter que a partilhar, em que queria que ela fosse só minha. Felizmente o meu bom senso não demora muito a ganhar a luta contra o meu egoísmo... É bom para ela ser o mais próxima possível do pai, e eu só tenho a obrigação de fazer o que sempre fiz, tentar fazer tudo o que está ao meu alcance para fomentar a sua proximidade.
E entretanto, vou tentar descobrir o que fazer às horas que hoje sobram ao meu dia...

Até sempre,
Cookie

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Intenções para a licença de maternidade #8 e #9

Last but not least... e se calhar as coisas mais dificeis, mas mais importantes... Porque ajudam em tudo o resto...

#8 Cuidar de mim - neste periodo, por muitas vezes a mulher esquece-se dela. Sei que me esqueci de mim quando a R. nasceu. As noites são mal dormidas, a paciência é pouca, cuidar de um bebé é uma tarefa muito exigente e que rouba muito tempo, mesmo se o bebé for sossegado. Entre amamentação e fraldas passam-se muitas horas do dia. Eu gostava de conseguir cuidar de mim, e se possível fazer um pouco de exercicio, recuperar a forma fisica. A ver vamos se é possível…

#9 Relaxar e descontrair - acho que é o ponto mais importante desta lista. Não tenho dúvidas nenhumas que os bebés são verdadeiros recetores das emoções dos pais (sobretudo da mãe, que é com quem passam mais tempo). Se quero um bebé tranquilo tenho eu própria que estar tranquila. Sei que já passou muito tempo, e há coisas de que quase já não me lembro, mas vou acreditar que é como andar de bicicleta: há coisas que não se esquecem.

Até sempre,
Cookie

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Intenções para a licença de maternidade #7


#7 Cuidar do meu marido - no outro dia falava com uma amiga a propósito do nascimento da sua filha, e fiquei a pensar nessa conversa, porque o sentido do que ela dizia era que durante a essa fase a mulher (por estar a atravessar um periodo fisica e emocionalmente mais exigente) tinha apenas o direito a ter atenção do marido e deixasse de ter também a obrigação de a dar. O meu 1º casamento terminou 2 anos depois de a R nascer, pelo que a minha experiência neste aspeto não é má, é péssima. Mas só não aprende com os erros que se cometeu quem tem falta de inteligência, e não acho que seja esse o meu caso. Sei que nessa altura falharam comigo, sei que o cansaço se acumulou e a pouca atenção que já antes me davam passou a ser destinada apenas à bebé e eu passei a nem sequer ter direito às "migalhas" que tinha antes. Mas também sei que eu não tinha apenas direitos, mas também obrigações, e que também cometi os meus erros. Não quero fazer asneiras agora. Foi por ele aparecer na minha vida que me foi possível realizar o sonho de ter o meu segundo filho, portanto ele tem que continuar a ser uma das minhas prioridades. Por mais que falte a energia... um abraço, um beijo meigo, uma palavra de carinho, não custam mesmo nada… Pelo que não há mesmo desculpas para falhar aqui. E nunca mas nunca esquecer que ele não é o culpado de eu me sentir cansada. Conto com ele, mas ele também pode contar comigo. Vamos aproveitar este tempo para cultivar o nosso amor e o nosso casamento, vivendo na maior união possível esta nova experiência.

Até sempre,
Cookie

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Intenções para a licença de maternidade #5 e #6

#5 Investir um pouco mais no blog (*) - durante este tempo em que ando pela blogosfera, já houve fases de mais entusiasmo e outras de menos… sendo que já por algumas vezes, inclusivamente há pouco tempo, ponderei encerrá-lo de vez. Mas o certo é que eu gosto deste meu cantinho, gosto da interação com outras pessoas que um blog proporciona, gosto de poder escrever sobre o que me apetece, independentemente de estar preocupada com quem lê ou deixa de ler. Quero também aproveitar para retribuir as visitas que me fazem e os comentários que me deixam, coisa que muitas vezes não tenho oportunidade de fazer.
#6 Ler - ando completamente a leste das leituras, ultimamente o que leio é na internet ou então artigos ou revistas de bebé. Tenho livros para ler e vontade de os ler, não tem é havido oportunidade.

Até sempre,
Cookie
(*) Eu bem digo, querida amiga S., que ninguém me "lê" através do blog tão bem como tu. Isto já estava escrito há dias e com esta sequência. Adivinhaste :-))

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Agora é só esperar


37 semanas... Diz o calendário do Clix, que fomos sempre acompanhando, que o bebé mede 45 cms e pesa agora 2.700 grs. O nosso, como pela última ecografia parece ser elegante, deverá pesar um pouco menos. Em termos de desenvolvimento, todos os orgãos e funções vitais estão já em funcionamento ou plenamente desenvolvidas. As compras também estão praticamente todas feitas, os pertences do bebé um pouco espalhados por toda a casa (coisa que vai ter que se resolver brevemente, vai ter que haver mais organização). Roupinhas todas lavadas, praticamente todas arrumadas. Espaço arranjado na cozinha para biberons, esterelizadores e afins.
No trabalho está assumido o último dia, acolhido com tranquilidade (afinal vou estar aqui até às 38 semanas, mais uma ainda que da primeira vez).
Agora só estamos à espera que chegue o dia… Não há previsões… a médica aconselhou, por saber que eu gostava de ter um parto natural, que enquanto estiver tudo bem comigo e com o bebé, se tente deixar que a natureza funcione espontaneamente. Eu, marinheira de primeira viagem nestas coisas do "espontaneamente", visto que tive um primeiro parto provocado às 40 semanas e que acabou por ser de cesariana por motivo de sofrimento fetal, vejo a minha ansiedade aumentar, na busca dos primeiros sinais de que está a chegar a hora… Apesar de estar consciente de que é muito provável que aconteça o mesmo que da primeira vez, que foi nada… e que tenha que esperar mesmo até ao fim do tempo para finalmente poder ver e abraçar o meu pequenino…
Gostava de não ser ansiosa e de saber esperar tranquilamente, deixar o tempo rolar e as coisas acontecerem naturalmente… mas não sou assim.
Mas desde já fica aqui prometido (a mim mesma e aos meus) que vou tentar não ser tão monotemática nos próximos tempos, e vou tentar divertir-me e viver a vida e estes últimos dias de Verão e calor da melhor forma possível.

Até sempre,
Cookie

Intenções para licença de maternidade #3 e #4


  •           Organizar a casa - há uma série de coisas que ainda não foram mexidas desde que nos mudamos, há muita tralha que já não faz sentido nenhum guardar, e quero aproveitar para por tudo em ordem lá por casa. Quero também organizar as fotos, e se possível organizá-las em albuns digitais. E queria selecionar algumas para adornar as paredes lá de casa, que ainda estão tão despidas. Também queria organizar os espaços de arrumação, mas isso já implica fazer investimentos, pelo que depende de como forem andando as contas.
  •       Experimentar receitas novas - já tenho uma ideia em mente (com a qual vou tentar surpreender a minha cara metade - que a partir de agora já vai ficar toda curiosa :-))) ), mas quero pesquisar receitas novas, também de doces, que acabam por ser o meu calcanhar de aquiles culinário.

        Até sempre,
        Cookie

terça-feira, 28 de agosto de 2012

E ainda dizem que as mulheres é que são complicadas...


Ontem, depois de passarmos pelo ato de tortura a que cada vez mais se assemelha encher o depósito de combustível (pelo menos para a carteira) ele resolve ir ajustar a pressão de ar dos pneus. Comenta que reparou que o pneu da frente, lado direito, estava um bocado em baixo. Depois de tratar do assunto, arranca novamente com o carro e com ar satisfeito diz "está completamente diferente".
Hoje durante a viagem, depois de o deixar no trabalho, recordo este episódio e imediatamente me ocorre o seguinte pensamento: "não noto diferença nenhuma"…
E depois ainda dizem que as mulheres são complicadas. Para mim se o carro anda, se não tem nenhuma luz estranha acesa, e se (com os conhecimentos de mecânica avançada que me deram os anos que passei sem homem em casa para detetar essas coisas) os pneus ainda têm riscos (ou frisos, ou sulcos, ou lá como é que se chama aquilo… se não estão carecas, vá), então está tudo bem!

Até sempre,
Cookie

Intenções para a licença de maternidade #2

 2 - Conviver - quero fazer muitas visitas ao meu marido, à minha irmã, quero aproveitar o tempo que estiver de licença em simultâneo com uma amiga para nos juntarmos de vez em quando. Não quero de todo fechar-me em casa e aos outros. Uma mãe em licença sente-se por vezes fechada ao mundo e presa num mundo de fraldas, chichis, cocós e amamentação. Gostava de evitar que isso acontecesse comigo.

Até sempre,
Cookie


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Intenções para a licença de maternidade #1


Estando na reta final para um periodo de quase 5 meses em casa, dou por mim a pensar: "o que gostava de fazer de forma diferente da primeira vez?"
Gozei a minha primeira licença durante o Verão, a R. nasceu no dia 19 de Junho, e a licença prolongou-se por Julho, Agosto, Setembro e Outubro. Tenho ideia de ter gozado também um periodo de férias no final e de só ter ido trabalhar no inicio de Novembro. Contudo tenho noção de não ter aproveitado muito bem o tempo. Primeiro porque a minha filha era uma bebé bastante exigente e que me prendia muito, segundo porque o pai dela estava no seu pico de trabalho e eu acabava por me prender um bocado por (e com) ele, e terceiro penso eu porque eu própria fazia de tudo um bicho de sete cabeças…
Agora quero aproveitar o tempo de outra forma, apesar de ter noção que apanhando o periodo de Inverno as saídas e passeios vão estar um bocado condicionados pelas condições metereológicas. Não vou andar a sair com o bebé quando estiver um frio de rachar ou chuva. Mas mesmo sendo "obrigada" a estar mais por casa há tanta coisa que posso fazer para me entreter e aproveitar o tempo…
A partir de hoje, deixo aqui a minha declaração de intenções:
  1. Aproveitar bem o tempo com os meus filhos (os dois). Todos os momentos em que posso estar com eles são preciosos. Com o F., porque licença de maternidade só há uma. Com a R., porque cresce tão depressa, e às vezes eu sinto que acabo por  a acompanhar tão pouco. Já combinei com a minha mãe que me traz a menina na hora do almoço da escola e almoçamos juntas. Depois posso ir buscá-la em alguns dias da semana, e posso fazer os trabalhos de casa com ela.
    Até sempre,
    Cookie

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Pela Lusocord

Peço-vos que leiam o post abaixo e subscrevam a petição reinvindicando financiamento para a Lusocord, em http://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=lusocord .
São 8.000 amostras já recolhidas que estão em risco, e todas aquelas que se podem perder se esta instituição fechar portas.
As células estaminais podem salvar vidas, e as que já se encontram armazenadas no banco público podem salvar qualquer um de nós.

Pela continuidade da Lusocord, subscrevam e divulguem a petição. E se tiverem conhecimento de outras formas através das quais podemos ajudar ou manifestar-nos contra esta situação, peço que me informem para que possa divulgar também.

Obrigada.

Até sempre,
Cookie

Mais uma das coisas inaceitáveis neste país...

Uma das decisões mais complexas que tomamos em relação ao bebé foi relativamente à criopreservação das células estaminais. 
Em breve falarei mais em pormenor sobre o assunto, mas por enquanto posso dizer-vos que foi mais uma vez com uma profunda desilusão em relação ao estado das coisas no nosso país que tive conhecimento desta notícia: "Estão a cortar o cordão umbilical à Lusocord" . 
Para quem não sabe, em Portugal existe um banco público para recolha das células do cordão umbilical (a Lusocord), ao qual todos podem recorrer, sem custos, doando as células estaminais dos seus filhos, ou mais tarde havendo problemas de saúde que possam ser tratadas pelas mesmas, bastando para tal procurar uma dádiva compatível para transplante. É das coisas boas que temos, porque todos podemos ter acesso independentemente das condições financeiras. Os bancos privados armazenam as células estaminais apenas para o próprio doador ou respetiva familia, mas sempre com um custo considerável. Pela nossa pesquisa nunca menos de 1.000 €. Sem qualquer comparticipação  de seguros ou sub-sistemas de saúde e na atual conjuntura económica, esta opção fica à partida inacessível a uma boa parte das familias portuguesas.
E é neste contexto que se sabe que o banco público, de e para todos, está a ter problemas em assegurar a sua continuidade, dada a falta de financiamento. 
Tantas politicas erradas, tantas medidas de austeridade que mais não têm feito do que levar a receita fiscal a reduzir-se ainda mais do que a despesa, tanto dinheiro que continua a ser mal gasto. E temos uma instituição com tanto valor humanitário, que a prazo pode salvar tantas vidas (salva cada vez mais no estrangeiro) em risco de encerrar por falta de financiamento...
É por estas e por outras que às vezes me dá uma vontade de emigrar...

Até sempre,
Cookie

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Constatação super básica sobre a vida

A vida seria tão mais simples se as pessoas não fossem tão complicadas...

Até sempre,
Cookie

terça-feira, 21 de agosto de 2012

De certeza???


No fim-de-semana cortei-me num dedo enquanto estava a cozinhar. Não foi assim um corte dramático, quase a ficar sem a ponta do dedo, mas era suficientemente profundo para me fazer duvidar se não teria que levar um ou dois pontitos. Estando nesta indecisão achei melhor chamar o meu marido, para me ajudar. Quando ele chega estava eu com o dedo sob a água a correr, enquanto o sangue fluia. O homem ficou tão atrapalhado que parecia que tinha sido ele a cortar-se… "Pfffff, ai o que te foi acontecer" "Ai que caramba" "E agora?" "como é que fizeste uma coisa dessas?", foram algumas das expressões ouvidas. Entretanto eu lá o fui orientando, pedindo para me dar papel, para tentar estancar o sangue. Ele a dar-me quase rolos inteiros de papel de cozinha (pensava que eu estava a esvair-me :-) ). Quando eu mostrava o corte, e o sangue que continuava a correr, lá vinha a mesma expressão de dor e agonia, quase próxima do desmaio… Entretanto como já passava da hora do almoço eu disse-lhe para por favor me ajudar a terminar a refeição, porque eu sozinha não conseguia e tínhamos mesmo que alimentar as miudas. Enquanto me ajudava, ele lá justificava a sua reação, dizendo que lhe fazia mais impressão sendo em mim do que se fosse nele.
Mais tarde, com o problema já resolvido, felizmente sem ter havido necessidade de ir ao hospital, ocorre-me um pensamento, que de imediato lhe coloco: "tu tens mesmo a certeza que consegues assistir ao parto?"
Ele diz que sim, e eu muito lhe agradeço, porque sei que é sobretudo por saber que eu gostava de contar com a presença dele naquele momento que ele vai estar presente, e vai ser a primeira vez que o faz… Mas fico com dúvidas se não irá dar o badagaio ao homem e ainda vamos ter a equipa médica a socorrê-lo a ele enquanto eu me desenrasco :-)))
A ver vamos… eheheheheh...

Até sempre,
Cookie

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Meu querido mês de Agosto...


... eu costumo gostar tanto de ti… sobretudo da segunda quinzena, em que entro de férias, saio da terrinha e aproveito o sol e o calor de que tanto gosto. Na terrinha Agosto é o pior mês para se habitar, é o mês da sobrelotação, com a chegada de centenas de emigrantes, com filas de trânsito, filas no supermercado… confusão em todo o lado, e um calor habitualmente abrasador e que faz com que só se esteja bem na água. Felizmente este ano o calor tem sido suportável, pelo que eu não tenho sentido muito os habituais transtornos que costuma provocar numa grávida.
Pelo trabalho os colegas vão e voltam de férias, enquanto eu lhes "invejo" os bronzeados,  e os clientes também estão na sua maioria de férias (o que aliás é a razão que me leva a costumar tirar férias nesta altura).
E eu... lá me vou arrastando no meio do meu cansaço e sonolência crescente, inerente à epoca e às minhas quase 36 semanas de gravidez… com noites cada vez mais mal dormidas, e procurando lidar da melhor forma possível com o stress decorrente de estar a acumular o meu trabalho com o de outras pessoas…
Ansiosa para que os dias deixem de se arrastar e chegue finalmente o dia em que esta espera de 9 meses termine e comece a nova fase das nossas vidas… Ansiosa por poder ter o meu filho nos braços e enchê-lo de carinho…

Até sempre,
Cookie

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Tão bom ver-te crescer...


Querida filha, à anos que me pedias um irmão. Quando este nosso sonho se tornou possível de realizar, pedi desde o inicio a tua ajuda. Tinhas os miminhos todos de filha única, acrescidos de termos estado muito tempo apenas as duas e de, por tu não seres muito despachada e eu ter necessidade de tratar das coisas rapidamente, eu muitas vezes (erradamente) fazer as coisas por ti, não te ajudando a ganhar autonomia.
Pedi-te para durante este tempo de adaptação da gravidez melhorares em termos de autonomia. Disse-te que precisava da tua ajuda para quando o mano nascesse. Um esforço para comeres melhor, e começares a fazer mais coisas sózinha. Não foi sempre fácil, é verdade, mas sinto-te cada vez melhor. Tão bom ver-te a comer com gosto (e nisto tenho a noção de que tenho muito a agradecer à tua avó paterna), tão bom ver que estás diferente e que já não é preciso acompanhar as tuas tarefas passo a passo. Tão bom brincar contigo e dizer-te "isso era quando não eras uma menina despachada". Estou muito contente contigo. Claro que tens os teus momentos, claro que o apetite é melhor quando a comida é mais do teu agrado. Claro que às vezes, sobretudo quando estás mais cansada, te perdes um bocadinho… Mas acho que nestes já quase 9 meses cresceste mais do que em qualquer outra altura da tua vida.
E eu estou muito orgulhosa da minha menina! E continuo a contar contigo para o desafio que vai ser a próxima fase das nossas vidas…


Adoro-te! É imenso o meu orgulho em ti.

Com muito amor,
Mãe

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Gosto de ti.


Gosto de ti sem reticências(…). Gostar de ti é um facto, tão natural como respirar, tão evidente como acordar depois de uma noite de sono.
Gosto de ti sem ponto de interrogação (?). Não há dúvidas no meu gostar. Gosto de ti hoje, assim como sei que vou gostar amanhã… e quando for velhinha. Gosto de ti ao meu lado e sem questões, sem porquês. Gosto da certeza que sinto no meu gostar de ti.
Gosto de ti sem ponto de exclamação (!). Sem euforia. Felizmente temos os nossos (muitos) momentos de paixão, mas o meu gostar de ti é tranquilo, é o amor com que sempre sonhei, sem sobressaltos, sem dúvidas, sem incertezas. Certo como o nascer do sol depois de uma noite de luar.
Gosto de ti mesmo quando parece que não gosto. Quando nos zangamos e discutimos, quando fico triste e irritada. Nunca em nenhum momento coloquei em questão que é de ti que gosto e que vou gostar sempre.
Gosto de ti com ponto final(.). Como um facto, uma evidência, algo que simplesmente acontece…

Nunca te esqueças disto, meu amor…

Dirias tu no teu jeito brincalhão, como é teu hábito: "Ah, gostas mas não amas!!!"
E eu responder-te-ia: "É que no meu gostar de ti cabe todo o amor do mundo…" :-)))

Tua, sempre,
M.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O tempo é mesmo relativo

Se as últimas 33 semanas passaram à velocidade da luz, os dias que faltam até à próxima ecografia (4ª feira) arrastam-se de tal forma que até os segundos se contam... 

Até sempre,
Cookie

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Tu...

Começo agora a imaginar-te. A sonhar acordada com o dia em que te vou apertar nos meus braços. A tentar desenhar os teus traços nos traços comuns que tenho com o teu papá. Cabelo castanho clarinho, pele clara... Alto. Com caracóis, sem caracóis? A médica na última ecografia disse que já se via cabelo. Pergunto-me se serás daqueles bebés bem cabeludos. O pai diz logo: não tem a quem sair cabeludo. É verdade... mas podes também não ser especialmente parecido com nenhum de nós.
Sinto-te aqui, sempre presente, sempre comigo. Nunca vais ser tão meu como agora... Mas a verdade é que ainda não te conheço. E por isso te imagino... Meu...
E aproveito este mês e meio que falta para o teu nascimento... este tempo em que ainda és só meu... para te começar a partilhar com o mundo. Com os nossos...


Meu filho... Comigo. Até sempre... para sempre!
Amo-te...
Mãe

terça-feira, 26 de junho de 2012

Coisas de mãe babada...

Até hoje, findo que está o segundo ano de escolaridade, a minha filha tem sido menina de uma nota só: Muito bom! Nas provas nacionais, em que a classificação máxima é Satisfaz Bem também não havia outra nota, nem global, nem em cada um dos pontos de classificação...
Sim, eu sei que estou mal habituada e que a qualquer momento as coisas podem mudar. Acreditem que da minha parte não há pressão nenhuma e sempre lhe disse que por mim ela não precisava de ser a melhor aluna, que só queria saber que ela estudava e se esforçava. 
Mas pronto, é o que temos... Muito bom, muito bom, muito bom :-))))))... e eu a habituar-me ao ritual de chegar a casa como um furacão, depois da reunião de avaliação da escola, ansiosa por lhe dar um abraço apertado e dizer-lhe que é enorme o meu orgulho na minha menina!!!

Adoro-te filhota! Muitos parabéns!

Até sempre,
Cookie

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Para ti, que és a minha sorte grande

Sorte grande
João Só e Lucia Moniz



Olha lá
Já se passaram alguns anos
Nem sequer vinhas nos meus planos
Saíste-me a sorte grande

E eu cá vou
Usando os louros deste achado
Contigo de braço dado
Para todo o lado

Eu vou até morrer
Ser teu se me quiseres
Agarrado a ti
Vou sem hesitar

E se o chão desabar 
Que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti

Meu amor
A roda da lotaria
Que é coisa escorregadia
Saíste-me a sorte grande

E eu cá vou 
À minha sorte abandonado
Contigo de braço dado
Para todo o lado
  
Eu vou até morrer
Ser teu se me quiseres
Agarrado a ti

Vou sem hesitar
E se o chão desabar 
Que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti

Vou sem hesitar
E se o chão desabar
Que nos leve aos dois
Vou agarrado a ti
Vou agarrado a ti
Vou agarrado a ti 

Que a soma dos anos me leve sempre assim, agarrada a ti...

Até sempre,
Cookie

terça-feira, 15 de maio de 2012

Foi apenas um fim-de-semana...

... mas bem aproveitado... Paris continua linda, o meu amor matou as saudades da sua terra Natal e da familia que lá vive, visitámos os principais locais turisticos, e namorámos, que também era esse o objetivo. 
Pela primeira vez viajei na companhia low cost Rayanair e sinceramente fiquei bem impressionada, quer pela simplicidade, pela qualidade dos aviões, e claro, pelo preço. Só não gostei de perceber no balcão de embarque, em que chegou uma família com um bebé de colo, que o embarque prioritário apenas é possível mediante pagamento. Quanto a mim há coisas que não servem para fazer negócio, e esta é uma delas. 
Entretanto, ficamos a saber que para o ano voltamos, dessa vez para um casamento...
E o "bichinho das viagens" lá voltou em força, como sempre que vou para fora. Claro que por motivos óbvios vou ter que o refrear rapidamente, porque este ano não há mesmo condições para voltar a viajar, e para o ano se o fizermos será com as contingências que uma viagem com um bebé de menos de 1 ano acarreta.

Para ti, querido J., espero que tenhas gostado do teu presente de aniversário...

Até sempre,
Cookie

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Et aujourd'hui...


Paris... :-)))))


On y va, mon amour????


Até sempre,
Cookie

segunda-feira, 7 de maio de 2012

É um menino!!!

Na passada 5ª feira, dia 3, lá fomos (finalmente) fazer a ecografia das 20 semanas. Estava um bocado ansiosa, porque andava há uns dias a cismar que o bebé mexia pouquinho. Felizmente confirma-se que está tudo bem, simplesmente como sou uma mulher alta e espadaúda e a criança é calminha, tem muito espaço para mexer e eu acabo por sentir pouco...
O nosso bebé é um menino, aliás a 1ª coisa que mostrou foi a pilinha. Fez-nos rir porque está sempre com as mãozitas à frente da cara, como se estivesse envergonhado, mas vai-se a ver e a primeira coisa que mostra é o "material". 
Já desde as 12 semanas que a médica que fez a ecografia nos tinha dito que lhe parecia um menino, mas era cedo para dar certezas. Depois a médica que me acompanha também nos tinha dito o mesmo, mas acrescentou "é muito cedo para vos confirmar". Claro que entretanto já tinhamos criado a nossa expetativa. Estamos contentes... como tenho a certeza que estaríamos se nos tivessem dito que era uma menina.
O mais engraçado é que as pessoas nos dão os parabéns como se estivessem certas que era essa a nossa preferência... É verdade que já temos 2 meninas... assim como também é verdade que adoramos meninas. Mas claro que vai ser giro ter agora um pequeno princípe a equilibrar os sexos lá em casa. Que o papá já se sentia "sózinho" como único representante do sexo masculino.

Está tudo bem, que é o que mais importa... agora é tempo de começar a fazer as primeiras compras, para não deixar esse stress todo para o final do tempo.

O nome também já está escolhido, espero que ostente com o mesmo orgulho que a mamã  tem ao lhos colocar os nomes próprios dos dois homens que quando eu era pequenina dizia que eram "as pessoas de quem eu mais gostava no mundo". Do meu avô materno e do meu pai. 
Agradeço-te a ti, querido J., por me permitires realizar este desejo. O nome do meu pai não é fácil... Mas para mim este filho é quase um milagre, sempre sonhei tê-lo, até ao dia em que a vida me fez colocar este sonho na gaveta. E agora que o sonho se realiza, não conseguiria não atribuir o milagre ao meu anjo da guarda, e homenageá-lo desta forma. 

Até sempre,
Cookie