Lilypie Kids Birthday tickers

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Lilypie First Birthday tickers

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segunda-feira, 28 de julho de 2008

Lições de vida de uma vida diferente

Este fim-de-semana fui visitar a minha tia-avó, que já não via há alguns anos. A minha tia escolheu um caminho diferente para a sua vida, ao decidir dedicá-la desde nova ao "seu" Deus. Estar com ela depois de todos estes anos despertou em mim multiplos sentimentos, verdadeiras lições de vida em poucas horas, que não resisto aqui a partilhar...

... simplicidade... quando ao abrir a porta do seu quarto (um espaço com menos de 10 m2) disse com toda a naturalidade: "é aqui que eu tenho todas as minhas coisas". Num mundo em que damos tanta importância ao dinheiro e a tudo que é material, foi quase com choque que eu me dei conta que é tão pouco aquilo de que necessitamos para viver com conforto...

... comovente... descobrir na mesinha de cabeceira, ao lado do cartão enviado pelo Papa por ocasião dos seus 50 anos como religiosa, as fotografias que lhe tinham dado da minha filha... e isto apesar de o meu comodismo nunca me ter levado até ela para se conhecerem...

... marcante... o modo como ofereceu à minha irmã (uma das principais promotoras do encontro da familia) o terço benzido pelo Papa que foi também enviado por altura dos 50 anos... e quando nos apercebemos que ela estava a oferecer uma coisa que era para ela tão importante, disse simplesmente "quando temos gosto numa coisa, devemos oferecê-la a alguém que nos fez bem". Uma mensagem de altruismo, que me levou as lágrimas aos olhos. E sem dúvida foi bem oferecido, porque sei que, independentemente das crenças, o entregou a alguém que lhe vai saber dar o devido valor...

... tranquilidade... que emana daquele lugar, uma casa de religiosas, que é também um infantário e uma escola. Um espaço de oração ao qual souberam dar o colorido dos risos das crianças. A minha filha adorou, e no dia seguinte ao acordar, quando lhe perguntei o que queria fazer, só me respondeu: "quero ir à casa da tia "ferreira"" (adaptação livre de freira)...

... memórias... ao entrar o portão a minha irmã perguntou-me se eu não me lembrava daquele portão, eu disse que não, mas mal entrei abriram-se as portas da minha memória, de umas férias que passei por lá na companhia da minha tia, rodeada de amplos jardins, de toda aquela tranquilidade que por ali reina, e de todos os miminhos, quer da minha tia, quer das suas colegas... Passam concerteza mais de 15 anos sobre essa altura...

... alguma tristeza... por sentir que nós, que tão distantes temos andado, somos a familia "terrena" dela. Com 74 anos, a sua familia são os irmãos e respectivos descendentes... Não obstante a vocação, que sempre senti como muito forte, imagino que seja duro olhar para a vida e não sentir que estão lá "os seus"...

E ao escrever tudo isto, no meio das minhas correrias, não consigo deixar de pensar como é fácil para mim entender o modo de vida da minha tia... e como lhe seria dificil entender o meu... apesar de sinceramente não conseguir vislumbrar como poderia viver de forma diferente...

Escrevo este post também para me recordar como foi importante para mim este encontro, e para não deixar que o comodismo faça com que volte a passar muito tempo sem lá voltar...

Até sempre
C&C

segunda-feira, 21 de julho de 2008

De malas aviadas

Tenho procurado não pensar muito sobre isso, até porque nos proxímos tempos não se adivinham mudanças... mas às vezes sinto-me cansada de andar todas as semanas de malas atrás de mim, e as vezes mais do que uma vez por semana. E nos ultimos tempos às minhas malas têm-se juntado também as malas do D., na tentativa de passarmos mais algum tempo juntos e de ir aproximando os nossos quotidianos... Não é realmente fácil... E é apenas mais um dos motivos que me faz querer que tudo nos próximos dois anos corra da melhor forma e me permita assumir com tranquilidade a mudança definitiva de terra... Para que nessa altura as malas me passem a acompanhar apenas por motivo de férias...

E agora vou clicar no botão que me faz deixar de pensar no assunto...

Até sempre,
C&C
PS - Conforme fiz questão de lembrar há dias, hoje estive de feriadinho... E a quem por aqui passa informo que a praia estava fraquinha... Tão fraquinha que hoje aconteceu o improvável (quase impossível): dei um mergulho no mar em praia nortenha! Um dia fabuloso na extraordinária companhia da minha filha e da minha mana, que se associou ao feriado da terrinha ao tirar um dia de férias!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Não há duas... sem mais um polipost!

Parece comédia, mas não é...
Bom, começo por uma referência ao programa que passa na televisão, supostamente sobre futebol, e que versando sobre este tema, conseguiu a proeza de me conseguir manter atenta por mais de 5 minutos. À Liga dos Ultimos, os parabéns pelo fantástico programa sobre os cromos deste pais... e há por aí tantos... e eu bem vejo alguns!

Livros - "Nem as mulheres são tão complicadas nem os homens tão simples"
Autora: Maria Jesus Álava Reyes
Já terminei há uns dias este livro, mas ainda não tinha tido tempo para comentar. A autora é uma psicologa espanhola, com grande experiência no trabalho com casais. No decurso do livro faz referência a imensos casos praticos de casais com os quais trabalhou. Gostei da forma pragmática como os trata. Em alguns casos a conclusão do trabalho foi a separação do casal. Nem sempre é possível recuperar uma relação, e há uma coisa que é obvia, é preciso que exista vontade de ambas as partes...
Foi a este livro que fui buscar o tema do reforço positivo, que me vou esforçar por praticar, não só para mim mesma, mas também para os outros. Como é importante o reconhecimento do esforço alheio, Vem-me à memória o imenso sorriso da senhora do restaurante onde fui agora buscar o jantar, quando fiz um genuino elogio à rapidez com que fui atendida... Acho que não praticamos muito isto, e é afinal uma coisa tão simples.
Diz a autora, e subscrevo, que o primeiro passo para estarmos bem com alguém é estarmos bem com nós próprios... Como ela refere, cada um é responsável pela própria felicidade, mas ela é mais fácil de atingir num casal se este funcionar em equipa.
Achei curiosa a nota que faz sobre a maior facilidade que as crianças mais pequenas têm em enfrentar a separação dos pais. Felizmente sinto isso na minha filha, tal como acredito que se eu e o pai tivessemos feito o esforço de continuarmos juntos por mais algum tempo acabaria por ser pior para ela. Uma criança não ganha nada em conviver diariamente com uma relação desgastada e sem esperança, e não merece o peso nos ombros de ser o motivo pelo qual os pais continuam juntos.
Tinha muitos mais post-its neste livro, em frases que despertaram o meu interesse. Destaco apenas mais uma, para não me alongar muito... Mais uma vez uma coisa tão simples e quase evidente... mas por vezes dificil de colocar em prática: "o afecto gera afecto e produz bem-estar, da mesma forma que o distanciamento potencia as relações frias e faz crescer a semente da hostilidade e o isolamento".
Na verdade, sendo tão simples, é impressionante como tantas pessoas deixam a felicidade passar-lhes ao lado, por se esquecerem de colocar em prática estes princípios.

Pontuação para o livro: 4 valores...

Livros - "Filhos do abandono"
Autora: Torey Haiden

Li o livro desta terapeuta nuns 3 dias. Já é o segundo que leio dela, e gosto quer do estilo de escrita, quer da forma como aborda os temas, que na realidade derivam de experiências reais do trabalho que faz com crianças e jovens.
Neste livro fala de 3 casos que tratou, duas crianças, uma com disturbios psicológicos graves derivados de uma experiência traumatica, outra aparentemente normal, mas que não falava, e era envolvida por um estranho e perturbador contexto familiar, e ainda uma senhora de idade, com a qual foi chamada a trabalhar, porque havia praticamente deixado de falar ou pelo menos de comunicar na sequência de um AVC.
Acho que este tipo de livros me prende particularmente porque penso muitas vezes que se não tivesse escolhido a via académica que escolhi, ou por outro lado, se hoje tirasse um outro curso, seria psicologia. Gosto de observar, perceber, e se possível ajudar as pessoas. Gosto de as entender...

Pontuação para o livro: 4 valores...

Em resposta às lindas palavras

Hoje, de forma algo inesperada (porque aconteceu durante o trabalho e depois de o D me ter dito que estava cheio de coisas para fazer, e porque após o periodo de grande arrebatamento que caracteriza a fase inicial de qualquer relação, este tipo de atitudes tinham de alguma forma esmorecido) fui brindada com um lindo poema de amor. Resisto a publicá-lo, apesar de me ter sido "dado", porque sei que o objectivo era torná-lo só nosso...
Mas, querido D., nesta altura em que sinto que estamos a recuperar a magia inicial, quero dizer-te que espero corresponder a esta (e a outras) atitudes tão bonitas, em cada gesto, em cada palavra, em cada olhar... Adoro-te!

Tempo para mim = poli-posts

Há pessoas que passam a vida a dizer que gostariam de ter tempo para elas. Não sou grande partidária deste tipo de "conversa"... Mas confesso que esta noite me está a saber bem não ter que fazer. Estou a ficar bastante cansada e realmente a precisar de férias. Sinto que a minha filha também está assim, pelo que esta semana com ela não foi fácil. O D. teve hoje um jantar com amigos, e eu vim para minha casa. Ainda consegui estar um bocadinho com a minha filha, apesar de ela hoje ficar com o pai, o que foi simplesmente delicioso e ajuda de forma decisiva ao meu estado de espirito... E agora vou fazer o que mais me apetece... Descansar!

Até sempre,
C&C

domingo, 6 de julho de 2008

Fds na praia...

Alguém me explica porque é que depois de um fim-de-semana de papo para o ar, na prainha e sem fazer outra coisa que não fosse tomar conta da minha princesa, eu me sinto exausta??? E porque é que parece que se passou tanto tempo desde a última sexta-feira???
E porque é que não me consigo convencer de que amanhã é mesmo dia de trabalho, tal a sensação de férias que se apoderou de mim???

Calma M., ainda falta mais de um mês, e vai ser duro...

Mas entretanto, quanto mais relaxados forem os fins-de-semana, melhor, não é?

Até sempre,
C&C

terça-feira, 1 de julho de 2008

Um super-poder

No final de uma noite e de um dia complicado, porque ontem na tranquilidade do meu lar fui invadida por um problema alheio mas de alguém bastante próximo que me deixou sem saber o que fazer ou como ajudar... depois de um jantar em que tentei oferecer a essa pessoa o meu ombro amigo, apesar de a situação não ser nada fácil, por me sentir parte muito vulnerável no meio do contexto... depois de um dia em que constatei ainda mais uma vez que é muito mais fácil divorciarmo-nos de um companheiro do que da sua familia (sendo que de todas as pessoas do mundo e a seguir ao próprio, a irmã do meu ex-marido será a pessoa a quem me é mais dificil dar conselhos matrimoniais)... depois de ser tardissimo, ter tudo por arrumar, estar cheia de sono, e na vespera de uma reunião importante de trabalho e que estou a preparar há semanas... uma frase da minha filha faz-me vir aqui quase no imediato, tal o poder que teve para me fazer recuperar de súbito as energias. Ao deitar, vira-se para mim e diz-me: "és linda, mãe. muito linda... linda e maravilhosa!"

E com este super poder fico a sentir que apesar de tudo, eu sou a mulher mais feliz do mundo, por ter uma filha capaz de me encher o coração desta forma...

E continuando com o auto-reforço positivo, a confiança que a familia mais próxima do meu ex-marido deposita em mim, só pode ser realmente um enorme elogio à minha pessoa...

Até sempre,
C&C