Lilypie Kids Birthday tickers

Lilypie Kids Birthday tickers

Lilypie First Birthday tickers

Lilypie First Birthday tickers

domingo, 30 de setembro de 2007

Frases sentidas IV


"Livros são os mais silenciosos e constantes amigos; os mais acessíveis e sábios conselheiros; e os mais pacientes professores."
Charles W. Elliot

Na cabeceira: As pequenas memórias - José Saramago

Livros - Amar de olhos abertos

Jorge Bucay e Silvia Salinas

Este foi o primeiro livro que comecei a ler depois de ter tomado a iniciativa de os comentar no blog. Pensando nisso, e como gosto de deixar os livros exactamente como os encontrei, muni-me de post-its para ir marcando as passagens mais relevantes. Quando me dei conta, o livro já ía a meio e tinha post-its em quase todas as páginas.
Este livro foi recomendado por um psicólogo à pessoa que mo emprestou. Contém em cada página um
convite a reflectir. Em alternativa a um comentário, deixo algumas passagens do livro... falam por si:


  • "Podemos viver a vida como se fossemos um condutor de metro, sabendo exactamente onde vamos e como é o caminho. Ou como um surfista: seguindo a onda."
  • "De repente, lembrou-se do conto da tristeza e da fúria. A tristeza que se disfarça de fúria quando não quer ficar despida. Para isso ali estava o seu agastamento: tapava a tristeza, escondia a dor, dissimulava a sua impotência."
  • "Uma pedra nunca te irrita a não ser que esteja no teu caminho." - Hugh Prater
  • "Toda a relação que não favoreça a expansão do EU, que impeça o crescimento, embora seja estável ou, aparentemente, gratificante, encerra o gérmen da sua própria destruição"
  • "Será verdade que os casais se separam pelo mesmo motivo por que se unem?"
  • "... as palavras de Chogyam Trungpa, um mestre tibetano a quem uma vez perguntaram como tinha conseguido escapar à invasão chinesa arrastando-se pelas neves do Himalaia, com escassa preparação e um mínimo de provisões, sem qualquer certeza sobre o resultado da sua fuga. A sua resposta foi breve: "Pus um pé à frente do outro.""
  • "Ninguém ama sem razão. O mito de que o amor é puro instinto é um equivoco." - Ortega y Gasset
  • "Para estar vivo de verdade deves renascer e, para isso, deves morrer primeiro e, para isso, deves despertar primeiro." - Gurdjieff
  • "A inteligência de um casal passa por desfrutar do que se tem e não entrar em conflito para que aconteça o que não pode acontecer."
  • "Amar-te com os olhos fechados, é amar-te cegamente. Amar-te olhando para ti de frente seria uma loucura... Eu gostaria que me amassem com loucura." - Marguerite Yourcenar
  • "Aceitar-nos é habitar confortável e descontraidamente em nós mesmos."
  • "A confusão conduz sempre à certeza, se nos dermos autorização para estarmos confusos durante algum tempo."
  • "Amar tem a ver com a decisão de deixar entrar o outro, com baixar as minhas defesas, com abandonar a minha desconfiança, com atrever-me a sair das minhas ideias rígidas e tomar a decisão de descobrir como é, como se move e como pensa, sem tentar que pense como eu ou que faça o que eu penso. Tem a ver com não tentar forçar-me a ser como eu creio que ele gostaria que eu fosse."
  • "É necessário aceitar sem falta modéstia que o que torna o presente tão especial e tão diferente do passado e do futuro é, sem sombra de dúvida, a minha presença."
  • "O pior das nossas crenças aprendidas e repetidas de pais para filhos é que se supõe que vamos em busca da nossa outra metada. Porque não tentar encontrar o outro inteiro em vez de se conformar com alguém partido pela metade? O amor que propomos constroi-se entre seres inteiros que se encontram, não entre duas metades que precisam uma da outra para se sentirem completas. Quando preciso do outro para subsistir, a relação torna-se dependente. E na dependência, não se pode escolher. E sem escolha não há liberdade. E sem liberdade não há amor verdadeiro. E sem amor verdadeiro, poderá haver matrimónio, mas não haverá casal."

Um livro que faz pensar, e quem sabe se não poderá trazer algo de útil para aplicar às nossas próprias vidas.

Pontuação para o livro: 5 pontos

Até sempre,

C&C

sábado, 29 de setembro de 2007

Pimba mais pimba não há...

Tenho sido perseguida e atormentada por esta música da cantora Rebecca, que ouvi na minha hora do almoço, num dos programas da manhã da relevisão nacional. Um excerto da letra:
"Chega para lá, ó meu,
O que tu queres sei eu,
Chega para lá, ó meu,
O que tu queres sei eu,
E isso aqui não há."
Pimbice (indiscutível) à parte... Se há ou não há, isso cada uma é que sabe, mas, "MEUS" de Portugal, fiquem desde já avisados... O que vocês querem sabemos nós!!!
Até sempre (ainda em êxtase com a profundidade desta poesia)
C&C

Cão velho

Partilho hoje um e-mail que me enviaram:


Uma velha senhora foi para um safari na África e levou seu velho cãozinho Poodle com ela. Um dia, caçando borboletas, o velho cãozinho, de repente, deu-se conta de que estava perdido. Procurando o caminho de volta, o velho cão percebe que um jovem leopardo o viu e caminha em sua direcção, com intenção de conseguir um bom almoço.

O velho cão pensa: "Oh, oh! Estou mesmo enrascado!"

Olhou à volta e viu ossos espalhados no chão por perto. Em vez de se apavorar-se mais ainda, o velho cão ajeita-se junto ao osso mais próximo, e começa a roê-lo, dando as costas ao predador. Quando o leopardo estava a ponto de dar o bote, o velho cachorro exclama bem alto :

-Cara, este leopardo estava delicioso! Será que há outros por aí ?

Ouvindo isso, o jovem leopardo, com um arrepio de terror, suspende seu ataque, já quase começado, e esgueira-se na direcção das árvores.

-Caramba! pensa o leopardo, essa foi por pouco! O velho poodle quase me pega!

Um macaco, numa árvore ali perto, viu toda a cena e logo imaginou como fazer bom uso do que viu. Negociaria com o predador o seu conhecimento de que o poodle não havia comido leopardo algum, por protecção para si mesmo. E assim foi, rápido, em direção ao leopardo. Mas o velho cachorro vê-o a correr na direção do predador em grande velocidade, e pensa:

-Aí há coisa!

O macaco logo alcança o felino, cochicha-lhe o que interessa e faz um acordo com o leopardo. O jovem leopardo fica furioso por ter sido feito de idiota, e diz: -"Aí, macaco! Sobe nas minhas costas para veres o que acontece com aquele cão abusado!"

Agora, o velho cachorro vê um leopardo furioso, vindo em direcção a si, com um macaco nas costas, e pensa:

- E agora, o que é que eu posso fazer? Mas, em vez de correr (sabe que as suas pernas doridas não o levariam longe...), o cão senta-se, mais uma vez dando costas aos agressores, e fazendo de conta que ainda não os viu, e quando estavam perto o bastante para ouvi-lo, o velho cão diz:

-"Onde está o safado daquele macaco? Estou com fome! Eu mandei-o buscar outro leopardo para mim!"


Moral da história:

Não se metam com cão velho... idade e habilidade sobrepõem-se à juventude e intriga. A sabedoria só vem com a idade e a experiência.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

O doce sabor da saudade


Estamos longe, mas não distantes
Contemplamos o mesmo céu
É a mesma lua que ilumina as nossas noites
Somos aquecidos pelo mesmo sol...
As nossas almas estão em uníssono
E agradeço ao caminho que nos separa,
pois é o mesmo que me leva até ti
Apesar das saudades de te ter por perto
Na essência tu estás aqui, comigo…
Meu amor, meu companheiro, meu amigo
Para ti, com um beijo enorme
C&C

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Frases sentidas - III

A primeira coisa a fazer para transformar os sonhos em realidade é acordar...
Ambrose Bierce

C&C

Só mesmo nos Estados Unidos

Infelizmente, mas por um bom motivo, nunca consigo ouvir as notícias com atenção... A R. anda sempre a pulular à minha volta e a pedir atenção... Mas hoje esta insólita notícia do Jornal da Noite da SIC chamou-me a atenção:


Uma cidadã norte-americana vai receber uma choruda indemnização de uma empresa fabricante de micro-ondas, porque o seu gato faleceu após o ter colocado a secar no aparelho (?!?!?!?).

O tribunal concordou com a alegação da defesa no sentido de que nada era dito no manual de instruções do aparelho a propósito de não poder ser utilizado com seres vivos...


Cá para mim tudo isto resultou da articulação de interesses entre uma dona de casa cansada de ver arranhões na mobilia e dos miados nocturnos do seu animal de estimação, e de um advogado pouco escrupuloso, que descobriu uma lacuna na lei e resolveu tirar partido dela...
Pobre Tareco...

Até sempre (hoje um pouco conspirativa, admito)
C&C

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Se calhar é de família...

Um pouco em jeito de brincadeira, o meu ex-cunhado por afinidade (casado com a irmã do meu ex-marido) fez este comentário quando me comunicou que se íam divorciar.
Podia ter-lhe dito, não brinques com coisas sérias, mas a verdade é que já pensei muito nisso. Será que os filhos de casais disfuncionais podem ser membros de casais felizes?
A verdade é que quer o meu ex-marido, quer a irmã, viveram toda a vida a referência de casamento dos pais, que só continuam casados por hábito ou conveniência social. Amor é coisa que talvez tenha existido naquele casamento, mas muito no ínicio, companheirismo... tenho dúvidas, e até o respeito se perdeu... Como esperar que alguém que tem como modelo uma relação de tanto distanciamento e discussões constantes consiga ser no seu relacionamento carinhoso, companheiro, compreensivo? Tudo aquilo que nunca viu nas suas referências...
Não quero com isto dizer, obviamente, que os pais sejam culpados. Tal como os filhos, são vitimas da situação. Se alguma culpa tiveram foi a de não terem coragem suficiente ou visão que lhes permitisse concluir que talvez fosse melhor, apesar de no inicio mais doloroso, dar um novo rumo às suas vidas.
Muitas vezes pensei que o distanciamento que via no meu ex-marido era em tudo semelhante ao que via no pai em relação à mãe. E pesei na decisão de me separar o facto de rever no futuro do meu casamento aquilo que via no casamento dos pais dele. Não queria isso para mim... não queria isso para a minha filha...
Por tudo isto me considero uma das pessoas mais sortudas do mundo, por estar a construir as bases de uma relação que tem tudo para ser um modelo, por ter encontrado alguém que acredito que pode ser um COMPANHEIRO para a vida.
Alguém que tal como eu teve a felicidade de viver com pais que se amavam, apesar dos pesares, e dos altos e baixos da vida...

Num próximo post, abordarei um tema muito falado no dia de hoje: "Será o divórcio contagioso?"

Até sempre,
C&C

Há dias dificeis...



"A única coisa boa da segunda-feira é que é o dia mais distante da próxima segunda-feira"

Autor desconhecido... mas sábio

Noite mal dormida+ filha que não quer ir para a escola e fica lá a chorar + 500 mil coisas para fazer no trabalho+ concentração a 10% = Prevê-se um dia muito complicado...

Prometo fazer o meu melhor... Apesar de me apetecer passar o dia a imitar a R.: "Porque é que tenho que ir trabalhar? Buáaaaaa"

Até sempre,

C&C

domingo, 23 de setembro de 2007

Frases sentidas - II

"A felicidade é um bem que se multiplica ao ser dividido"
Marxwell Maltz

Por isso, a partir de hoje vou dividir este blog com os meus "mais que tudo".
Aguardo visitas assíduas, comentários, críticas e sugestões...

Até sempre,
C&C

Muito mais do que eu mereço - Everything

Hoje viste lágrimas nos meus olhos, e penso que não as entendeste bem.
No fundo reflectiram a emoção que sinto por ter ao meu lado uma pessoa com tanta generosidade, tanto amor para (me) dar, alguém que me dá tudo o que necessito para ser feliz.
Conforme havia prometido, para o homem que: "in this crazy life, and through these crazy times, It's you, it's you, you make me sing. You're every line, you're every word, you're everything."


Michael Bublé - Everything
You're a falling star, you're the get away car.

You're the line in the sand when I go too far.

You're the swimming pool, on an August day.

And you're the perfect thing to say.

And you play it coy, but it's kinda cute.

Ah, when you smile at me you know exactly what you do.

Baby don't pretend, that you don't know it's true.

Cause you can see it when I look at you.

[Chorus:]And in this crazy life, and through these crazy times

It's you, it's you, you make me sing.

You're every line, you're every word, you're everything.

You're a carousel, you're a wishing well,

And you light me up, when you ring my bell.

You're a mystery, you're from outer space,

You're every minute of my everyday.

And I can't believe, uh that I'm your man,

And I get to kiss you baby just because I can.

Whatever comes our way, ah we'll see it through,

And you know that's what our love can do.

[Chorus:]

So, la, la, la, la, la, la, la, So, la, la, la, la, la, la, la

[Chorus:]

You're every song, and I sing along.

'Cause you're my everything. Yeah, yeah

So, la, la, la, la, la, la, la, So, la, la, la, la, la, la, la

Frases sentidas...

"Não podes voltar atrás e fazer um novo começo,
mas podes começar agora e fazer um novo fim."

Chico Xavier

Até sempre,
C&C

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Livros - "Uma mãe irresistível"

Autora: Polly Williams

Na capa do livro, o seguinte texto:
"Um livro inteligente e honesto que revela os dilemas de uma mulher e as verdades escondidas da maternidade."

O livro retrata a vida de Amy Crane, uma recém-mamã que entrou em crise pós-parto, depois de ver que por entre fraldas, amamentação e noites mal dormidas se esqueceu completamente de que continuava a ser uma pessoa, com desejos, necessidades, ambições, vaidade e necessidade de afecto. Uma mulher e não apenas uma mãe.

Conta com algum humor, entendido especialmente por quem já passou pela maternidade, o processo que atravessa para se reencontrar com ela própria, no meio de encontros e desencontros, felizmente com um final feliz.

Comprei este livro porque também sei o que é esquecer-me de mim própria, porque também já senti na pele a transformação avassaladora que ter um filho acarreta na vida de alguém. Consegui felizmente passar por esta crise sem estragos de maior, e hoje já me reencontrei. Acho que consegui encontrar o equilibrio no melhor de dois mundos: ser mulher, e ser mãe. Ambas as coisas maravilhosas se vividas em plenitude.

Há dias alguém sugeriu que uma das causas para o meu divórcio teria sido o facto de ter tido a R. Para mim soa a completo disparate... É verdade que muito muda quando se tem um filho, e talvez a principal mudança seja que com o cansaço acumulado deixa de haver paciência para disfarçar os defeitos de uma relação, tudo aquilo que não funciona fica a nú... Mas se o amor existe e é verdadeiro, e as pessoas são cumplices e compativeis, um filho, mesmo que seja uma criança complicada, só pode é unir um casal.

Pontuação para o livro: 3 valores (É uma leitura leve e ligeira, um pouco british demais para o meu gosto. Diverte e faz pensar)

Até sempre,

C&C

Os livros da minha vida

Desde pequena que adoro ler. Diz a minha mãe que enquanto outras crianças passavam o tempo a correr, ou a brincar com bonecas, o que eu gostava verdadeiramente era da companhia de um livro.
Por isso deixo aqui uma selecção de alguns dos livros que mais gostei de ler ou que mais me marcaram. Muitos outros haveria para referenciar, escolhi estes porque são as obras que prefiro dos escritores que são as minhas referências…

5 livros da minha vida

Amor em Tempos de Cólera – Gabriel Garcia Marquez
O Código Da Vinci – Dan Brown
A Filha do Capitão – José Rodrigues dos Santos
A Filha da Fortuna – Isabel Allende
Memorial do Convento – José Saramago

A partir de hoje vou deixar no blog uma referência a cada livro que for lendo, com o meu comentário e classificação (de 1 a 5).

Até sempre,
C&C

terça-feira, 18 de setembro de 2007

As minhas músicas

Diz-me o que ouves, dir-te-ei quem és...
Não é assim o ditado, mas acredito que as músicas que nos marcam dizem muito sobre quem somos, sobre aquilo que nos toca, sobre as nossas emoções.
Por isso, e seguindo a intenção de me dar a conhecer aos pouquinhos, deixo aqui a minha selecção do momento... Na certeza de que noutro tempo, a selecção seria concerteza diferente... uma vez que consoante o momento que atravessamos aquilo a que somos mais sensíveis também vai variando...

Até sempre,
C&C

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Aniversário

"O que conta não são os anos na tua vida, mas a vida nos teus anos."
Abraham Lincoln
31 aninhos... uma vida que desfolhou mais 365 dias, de profundas mudanças.
Festejei os meus 30 anos sentindo que estava a viver uma mentira, que tinha ao meu lado pessoas com quem já não queria estar e me faltava quem eu verdadeiramente queria. Por isso, muitas páginas se viraram desde então. Este foi um ano em que assumi as rédeas da minha vida, ao tomar a dificil, mas inevitável, decisão de me separar.
No meu 31º aniversário, tive ao meu lado aqueles que mais amo... as pessoas que acredito que têm realmente a capacidade de me fazer feliz... nada mais fantástico!
Nem tudo é ainda perfeito, é verdade... mas ao fazer mais um aniversário, não me sinto mais velha... mas sim mais completa, feliz, realizada e satisfeita comigo mesma...
Que os passos continuem a ser dados, porque os dias (e os anos) não pesam quando se segue o caminho da felicidade!!!
Até sempre (mas mais cota)
C&C

Tão fácil de entender... tão dificil de educar

É ténue a linha que separa dar mimo de estragar com mimos...
Nesta fase tão delicada da ida da R. para o infantário tenho-me perguntado por várias vezes se não a estarei a mimar demais. Isto porque me parece que as dificuldades de adaptação dela têm mais a ver com o separar-se da mãe do que com qualquer outra coisa. Houve os dias em que ela se "colava" a mim e não me queria largar, os dias em que repetidamente me perguntava se podia ir comigo para o trabalho, ou então "porque é que tens que trabalhar"... E hoje, até agora o único dia em que não a deixei a chorar, porque lhe disse que a ía buscar.
Também tenho este problema, a ingrata missão de a deixar lá, ainda por cima cedíssimo, é minha, mas raramente consigo ir buscá-la, porque para isso tenho que fazer de horário saída proibitivo na minha actividade profissional.
Sei que ela nas férias ficou muito apegada a mim, e não me arrependo de ter passado com a minha filha todo o tempo que pude. Já me basta o resto do ano para viver com a culpa de não estar tempo com ela quanto deveria. Sei também que a mimei bastante, com carinho ou presentes. Quanto aos presentes arrependi-me logo que começou a "pedinchice", e agora estamos em fase de tratamento... Não foi por mal, a questão é que ao ver as coisas e havendo possibilidade, e ainda por cima de férias... porque não dar-lhe? Mas as crianças habituam-se às coisas de que gostam com uma velocidade incrível.
Educar é viver em equilíbrio entre razão e emoção. Quantas vezes temos vontade de fazer algo, mas raciocinando concluímos que não será o melhor para a criança? Tento gerir este equilíbrio da melhor forma possível, mas às vezes tenho receio de não estar a fazer bem o meu papel.
Por todos os motivos e mais um... estando separada, o que está mal feito é sempre culpa minha, e o que está correcto é que tenderá a ser obra do pai...
Até sempre,
C&C

“Se eu não gostar de mim, quem gostará?”


Não é frequente, mas por vezes há verdadeiras pérolas de sabedoria que surgem pelo meio da inundação de anúncios televisivos que diariamente “nos impingem”. Esta frase, já antiga e oriunda do anúncio “do leite da flor”, como diz a minha filha, é um desses exemplos…
Vem isto a propósito de nos últimos dias algumas pessoas me terem dito que estou bonita, ou que ando com bom aspecto. Há uns meses atrás ninguém se referia a mim nesses termos. O que aconteceu entretanto? Bem, para além das férias e da praia, que sempre nos dão um ar mais descansado, a verdade é que me sinto bem comigo mesma. E quando nos sentimos bem, tudo parece correr melhor…
Não estou mais ou menos bonita, sou a mesma de sempre, simplesmente mais feliz… apesar dos pesares…

A beleza é um estado de espírito…


Até sempre,
C&C

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Os primeiros dias no infantário

Admito que subvalorizei o tema “ida da R. para o infantário”. Com base em vários argumentos totalmente racionais: a R. não é uma criança problemática, tem demonstrado uma grande capacidade de adaptação a alterações nas circunstâncias de vida (a separação dos pais e a nossa saída para casa da avó foi um grande exemplo), ía com os dois primos, com os quais já passava os dias enquanto esteve na avó, o que fazia com que a escolinha não fosse território totalmente desconhecido… Além disso, a R. gosta de tudo o que se faz no infantário: pintar, cantar, dançar, fazer jogos… E também não é uma criança indisciplinada, pelo que não a imaginava a ter grandes problemas em cumprir as regras. A única coisa que eu imaginava que poderia ser mais complicada era o relacionamento com os outros meninos, porque a R. é muito sensível, se algum lhe fizesse alguma coisa, ela poderia criar alguma aversão à escolinha, por achar qualquer coisa do género “os meninos não gostam de mim”.
Não acho que o facto de ter subvalorizado o assunto tenha tido consequências negativas. Andei despreocupada até agora, e também não falei demais no tema à R. Resultado: nenhuma de nós se preocupou mais do que o necessário com isso antes do tempo.

Mas as crianças não são máquinas e as suas reacções não são programáveis… A verdade é que não está a correr bem… No primeiro dia, chorou para ficar e não dormiu lá (tive que ir buscá-la depois do almoço), no segundo dia tiveram que a arrancar dos meus braços, e hoje (porque eu já estava a trabalhar) foi a avó levá-la e foi a verdadeira cena (e ainda por cima duplicada, porque a avó não conseguiu deixá-la lá à primeira). Além disso nas duas últimas noites dormiu mesmo muito mal…
Tenho a certeza que acaba por ficar bem, mas não é nada fácil deixá-la em pranto, num local que escolhemos por sabermos que tem qualidade, mas com pessoas que nós próprios não conhecemos bem. Aliás, acho que é das coisas mais difíceis que enquanto mãe já tive que fazer.
Mas com muita paciência, mimo, protecção, inteligência, tacto, serenidade, tacto e força, vamos conseguir ultrapassar este momento…
Portanto, toca a colocar a capa de super-M. e ajudar a minha filha a adaptar-se…
Até sempre,
C&C

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

O 1º dia na Escolinha

Fui hoje levar a R. para o seu primeiro dia completo no infantário. A minha filha tem agora 3 anos, mas tem passado os dias com a avó, ama de profissão, na companhia de mais 3 crianças, duas das quais seus primos, que transitaram também agora para o mesmo infantário.

Mesmo assim, foi com alguma apreensão que acordei hoje, porque sabia que por mais entusiasmada que a R. estivesse com a escolinha, não podiamos fugir ao facto de que eu não podia ficar com ela durante o dia... As férias são óptimas, mas têm este efeito perverso de que os miudos ficam muito presos a nós. E felizmente nestas férias eu pude desfrutar bastante da companhia da minha filha... Agora tivemos o reverso da medalha. Mas felizmente consegui que ela não ficasse lá a chorar.

Agora estou na expectativa de que o tempo passe rápido, para a ir buscar e saber como tudo correu... Espero que venha animada, e já cheia de novos amiguinhos


Aviso!!!

Avisa-se quem por aqui passar que o surgimento deste blog foi acompanhado dos efeitos secundários que a seguir se descrevem, os quais aconteceram sob a forma de reacção em cadeia:
  • Afluxo incontrolável de ideias ao cérebro;
  • Irritação cutânea na zona das mãos (provocada pela enorme vontade de "deitar mãos à obra";
  • Insónias;
  • Agitação nocturna,
  • Dores musculares (provocadas pelos dois pontos anteriores);
  • Fadiga e irritabilidade matinal;
  • Dores de cabeça.

Este aviso é feito em jeito de "quem te avisa teu amigo é", dado o grande apreço que nutro antecipadamente por todos quantos venham a passar algum tempo neste meu espaço, e também para prevenir eventuais reclamações. Desconhece-se no entanto se os efeitos acima referidos são ou não contagiosos.

Iniciei-me na blogosfera em 01 de Abril de 2006, no entanto o meu 1º blog, fruto do contexto, acabou por se tornar num espaço muito intimo, praticamente um diário, desvirtuando-se assim do seu objectivo inicial - ser um espaço onde a boa disposição impera, e no qual com algum humor me iria dando a conhecer ou partilharia ideias, com conhecidos ou simples bloggers de passagem.

O Cookies & Cream pretende retomar esse espirito (daí o seu nome leve e doce... e a confissão - precoce, é verdade - de que adoro doces). O meu maior desejo é que se divirtam tanto a lê-lo como certamente eu me divertirei a escrevê-lo.

Até sempre, em qualquer taça de gelado perto de si,

Cookies & Cream - C&C