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quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Os primeiros dias no infantário

Admito que subvalorizei o tema “ida da R. para o infantário”. Com base em vários argumentos totalmente racionais: a R. não é uma criança problemática, tem demonstrado uma grande capacidade de adaptação a alterações nas circunstâncias de vida (a separação dos pais e a nossa saída para casa da avó foi um grande exemplo), ía com os dois primos, com os quais já passava os dias enquanto esteve na avó, o que fazia com que a escolinha não fosse território totalmente desconhecido… Além disso, a R. gosta de tudo o que se faz no infantário: pintar, cantar, dançar, fazer jogos… E também não é uma criança indisciplinada, pelo que não a imaginava a ter grandes problemas em cumprir as regras. A única coisa que eu imaginava que poderia ser mais complicada era o relacionamento com os outros meninos, porque a R. é muito sensível, se algum lhe fizesse alguma coisa, ela poderia criar alguma aversão à escolinha, por achar qualquer coisa do género “os meninos não gostam de mim”.
Não acho que o facto de ter subvalorizado o assunto tenha tido consequências negativas. Andei despreocupada até agora, e também não falei demais no tema à R. Resultado: nenhuma de nós se preocupou mais do que o necessário com isso antes do tempo.

Mas as crianças não são máquinas e as suas reacções não são programáveis… A verdade é que não está a correr bem… No primeiro dia, chorou para ficar e não dormiu lá (tive que ir buscá-la depois do almoço), no segundo dia tiveram que a arrancar dos meus braços, e hoje (porque eu já estava a trabalhar) foi a avó levá-la e foi a verdadeira cena (e ainda por cima duplicada, porque a avó não conseguiu deixá-la lá à primeira). Além disso nas duas últimas noites dormiu mesmo muito mal…
Tenho a certeza que acaba por ficar bem, mas não é nada fácil deixá-la em pranto, num local que escolhemos por sabermos que tem qualidade, mas com pessoas que nós próprios não conhecemos bem. Aliás, acho que é das coisas mais difíceis que enquanto mãe já tive que fazer.
Mas com muita paciência, mimo, protecção, inteligência, tacto, serenidade, tacto e força, vamos conseguir ultrapassar este momento…
Portanto, toca a colocar a capa de super-M. e ajudar a minha filha a adaptar-se…
Até sempre,
C&C

Um comentário:

Dani disse...

Quando é chegado o momento dos "bébés" (porque imagino que o serão sempre) de sairem do ambiente mais chegado que são os avós e os pais, a reacção a um local com pessoas estranhas costuma ser dificil. Por um lado porque sai do conforto que a familia sempre proporciona, por outro porque ainda não consegue perceber na íntegra a justificação para que tal aconteça. Resta ajudar os "bébés" a entender e a ensinar-lhes que é o melhor para eles o convívio com muitos meninos e meninas da sua idade, bem como os acompanhar e dar-lhes mimo com tempo dedicado junto deles. Sei que muitas vezes sentes um "nó" no estômago ao deixar a R. no infantário, sei que te preocupas com a R. (e bem) dada a sua reacção (tão semelhante à de tantas outras crianças), mas também sei que lidas com os primeiros dias no infantário com inteligência e dedicação. A R. é uma menina delicada, mas forte e por isso estou certo que a dado momento será ela a pedir para ir para a escolinha. Beijo para as princesas!