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domingo, 30 de setembro de 2007

Livros - Amar de olhos abertos

Jorge Bucay e Silvia Salinas

Este foi o primeiro livro que comecei a ler depois de ter tomado a iniciativa de os comentar no blog. Pensando nisso, e como gosto de deixar os livros exactamente como os encontrei, muni-me de post-its para ir marcando as passagens mais relevantes. Quando me dei conta, o livro já ía a meio e tinha post-its em quase todas as páginas.
Este livro foi recomendado por um psicólogo à pessoa que mo emprestou. Contém em cada página um
convite a reflectir. Em alternativa a um comentário, deixo algumas passagens do livro... falam por si:


  • "Podemos viver a vida como se fossemos um condutor de metro, sabendo exactamente onde vamos e como é o caminho. Ou como um surfista: seguindo a onda."
  • "De repente, lembrou-se do conto da tristeza e da fúria. A tristeza que se disfarça de fúria quando não quer ficar despida. Para isso ali estava o seu agastamento: tapava a tristeza, escondia a dor, dissimulava a sua impotência."
  • "Uma pedra nunca te irrita a não ser que esteja no teu caminho." - Hugh Prater
  • "Toda a relação que não favoreça a expansão do EU, que impeça o crescimento, embora seja estável ou, aparentemente, gratificante, encerra o gérmen da sua própria destruição"
  • "Será verdade que os casais se separam pelo mesmo motivo por que se unem?"
  • "... as palavras de Chogyam Trungpa, um mestre tibetano a quem uma vez perguntaram como tinha conseguido escapar à invasão chinesa arrastando-se pelas neves do Himalaia, com escassa preparação e um mínimo de provisões, sem qualquer certeza sobre o resultado da sua fuga. A sua resposta foi breve: "Pus um pé à frente do outro.""
  • "Ninguém ama sem razão. O mito de que o amor é puro instinto é um equivoco." - Ortega y Gasset
  • "Para estar vivo de verdade deves renascer e, para isso, deves morrer primeiro e, para isso, deves despertar primeiro." - Gurdjieff
  • "A inteligência de um casal passa por desfrutar do que se tem e não entrar em conflito para que aconteça o que não pode acontecer."
  • "Amar-te com os olhos fechados, é amar-te cegamente. Amar-te olhando para ti de frente seria uma loucura... Eu gostaria que me amassem com loucura." - Marguerite Yourcenar
  • "Aceitar-nos é habitar confortável e descontraidamente em nós mesmos."
  • "A confusão conduz sempre à certeza, se nos dermos autorização para estarmos confusos durante algum tempo."
  • "Amar tem a ver com a decisão de deixar entrar o outro, com baixar as minhas defesas, com abandonar a minha desconfiança, com atrever-me a sair das minhas ideias rígidas e tomar a decisão de descobrir como é, como se move e como pensa, sem tentar que pense como eu ou que faça o que eu penso. Tem a ver com não tentar forçar-me a ser como eu creio que ele gostaria que eu fosse."
  • "É necessário aceitar sem falta modéstia que o que torna o presente tão especial e tão diferente do passado e do futuro é, sem sombra de dúvida, a minha presença."
  • "O pior das nossas crenças aprendidas e repetidas de pais para filhos é que se supõe que vamos em busca da nossa outra metada. Porque não tentar encontrar o outro inteiro em vez de se conformar com alguém partido pela metade? O amor que propomos constroi-se entre seres inteiros que se encontram, não entre duas metades que precisam uma da outra para se sentirem completas. Quando preciso do outro para subsistir, a relação torna-se dependente. E na dependência, não se pode escolher. E sem escolha não há liberdade. E sem liberdade não há amor verdadeiro. E sem amor verdadeiro, poderá haver matrimónio, mas não haverá casal."

Um livro que faz pensar, e quem sabe se não poderá trazer algo de útil para aplicar às nossas próprias vidas.

Pontuação para o livro: 5 pontos

Até sempre,

C&C

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