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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Sobre os beneficios sociais...

Sobre o post anterior, quero dizer que num pais perfeito, composto por cidadãos exemplares, todos os apoios sociais a que se faz referência fazem sentido. Eu faço parte do conjunto de pessoas que quando olha para o recibo de vencimento e constata que tem um valor de descontos superior ao rendimento de muita gente, se sente uma privilegiada, e tem noção de que devem existir apoios para os menos afortunados que eu.
Aliás, mesmo fora do contexto ideal, vários dos apoios fazem sentido. É preferivel distribuir preservativos ou mesmo legalizar o aborto do que ter bebés indesejados, muitas vezes vitimas de maus tratos ou entregues para a adopção. Só merece ser pai quem efetivamente o deseja ser. Curiosamente, descobri há dias que o sistema público limita a 3 o numero de tratamentos para infertilidade, sendo que não há qualquer limite para o número de abortos que o estado (nós) paga(mos). Faz sentido?
Quanto à toxicodependência, é uma escolha de vida que se fez em determinado momento. Opta-se por um caminho errado e muitas vezes não se consegue sair dele. No entanto, é naturalmente preferível distriuir seringas gratuitas do que disseminar doenças…
Sobre o subsídio de desemprego, naturalmente que é uma contribuição importante e necessária para quem sofreu o infortúnio de perder o trabalho. Sabemos todos, contudo, que há imensos esquemas em torno disto. A mim choca-me profundamente continuar (ainda hoje, em cenário de crise) a ouvir empresários dizerem que não conseguem encontrar mão-de-obra… Como a noticia que passou no outro dia na TV de uma exploração intensiva de plantação de alface que teve que recorrer a mão de obra tailandesa (mais de 100 postos de trabalho), porque não conseguiu recrutar trabalhadores através dos centros de emprego. Trabalhar cansa, não é? Pois… eu sei.
O Rendimento Minimo efetivamente é o modo de subsistência para muita gente, o problema é que mais uma vez é recebido indevidamente por muitas pessoas que não deveriam ter direito a ele. Pessoas que efetivamente trabalham, não estando inscritas na Segurança Social, não pagando impostos como todos nós, e antes auferindo de uma contribuição que não lhes deveria ser devida.
Por outro lado, há casos para os quais parece que ninguém olha. Quantas pessoas há forçadas a largar o trabalho para tomar conta de familiares que se tornaram dependentes, na sequência de doenças ou acidentes… Que apoios há para estas situações, estas sim quase todas dramáticas?

Já nem falo em todos os que, podendo, aproveitam para "meter a mão" nos dinheiros públicos. Quantos há que enriqueceram à custa de todos nós? Quantos milhões nos foram roubados???

Enfim, depois deste desabafo, volto ao trabalho… Sabendo que vou continuar a pagar os meus impostos, e possivelmente cada vez mais. Felizmente tenho emprego… Só espero que este caos em que se encontra o nosso país, à custa de tanto dinheiro mal gasto durante tantos anos, não venha a colocar o meu posto de trabalho em causa.

Até sempre,
Cookie

2 comentários:

teardrop disse...

Concordo contigo. Houvesse mais "fiscalização" e poderiamos poupar uns bons euros... daqueles que nos saem todos os meses dos bolsos! Acho fundamental a ajuda do estado, concordo com a prevenção (acho qté que se podia fazer mais: prevenção do tabagismo que levaria a reduções muito significativas no futuro em tratamentos de doenças originadas pelo tabaco, rastreios de cancros de modo a que pudessem ser diagnosticados em fases iniciais, etc) mas todos temos de ter consciência que para uns receberem, outros têm que descontar. Não há lugar a desperdícios!

mfc disse...

A todas essas pequenas fraudes, mas importantes, contraponho os 11% de IRC da banca, os off Shores sem qualquer tributação, a contratação de trabalhadores sem pagamento à Segurança Social... todavia a mensagem das fraudes no Rendimento Mínimo passou muito bem!
... embora sejam "peanuts" quando comparadas com o resto!
Beijos.