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sexta-feira, 6 de março de 2009

As crianças

Começo este post por dizer que sei que não sou uma mãe perfeita, tenho consciência das minhas limitações, umas inatas, e outras decorrentes do meu modo de vida... o que não invalida que tente sempre fazer o melhor que sei e ser o mais racional possível. E acredito piamente que muito daquilo que as crianças são decorre de tudo o que lhes transmitimos.

Vem isto a propósito de hoje ter passado mais de uma hora com a R e com o primo A (da mesma idade dela), o qual tem sido catalogado nos tempos recentes quer pela mãe quer pela avó (minhas ex-cunhada e sogra, respectivamente) como estando insuportável.

Passamos um bocadinho de brincadeira super-agradável (foi o tempo que estive hoje com a R, que passa a noite com o pai, por isso tinha mesmo que aproveitar). Quando o A dava sinais de mau comportamento, eu agia tranquilamente e em conformidade. Se falava alto, eu dizia-lhe numa voz serena "agora experimenta dizer a mesma coisa mais baixinho, vais ver que nós ouvimos na mesma"; se dizia uma asneira, eu dizia "eu ouvi o que tu disseste, A, e se repetires não vamos brincar mais", se tentava dar ordens, eu exigia um tom calmo e as palavras "por favor". E passado um bocadinho, o A, que é sempre tão arisco e normalmente nem liga muito às pessoas, estava sentado ao meu colo. E ao sair deu-me um beijinho super carinhoso que me fez vir para casa a pensar: isto pode ser tão simples... porque é que as pessoas complicam? Ele só precisa que lhe mostrem com calma o que é certo e errado. Agora se ele faz asneiras e alguns lhe falam aos berros, é natural que ele se habitue a falar da mesma forma. Se outros lhe abrem a "auto-estrada da asneira", porque não querem contrariar o menino, então aí ele deixa de saber o que é suposto fazer ou não.
Por um lado senti-me bem, porque acho que naquele bocadinho lhe consegui transmitir alguma coisa, e porque sei que nos aproximamos. Por outro lado, fiquei com pena. Porque a culpa não é dele, porque vive num meio familiar pouco equilibrado, porque lhe falta um pai presente para lhe dar orientação... e lamentei não ter mais tempo disponível para passar com ele... que há-de ser sempre o meu sobrinho querido!

Até sempre,
C&C

3 comentários:

Mary disse...

Pois... das coisas que mais me custam na vida é ver crianças a serem prejudicadas (e em última instância talhadas) por adultos insensíveis, indiferentes, inconsequentes... porque elas absorvem TUDO e são um espelho muito real da educação que recebem - ou não.

Cookie disse...

Sabes uma coisa? Apeteceu-me trazê-lo para casa...

For you disse...

Depois da nossa conversa fiquei a pensar neste assunto... bastante sensibilizada...

É bem como diz a Mary, o pequeno A é o reflexo do que o rodeia ...