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quinta-feira, 1 de março de 2012

Ser mãe

Vem este post a propósito do que li num blog sobre o "lado mais negro" da maternidade.
Ser mãe é dos maiores desafios que se tem na vida, e daqueles em que tantas vezes nos interrogamos se estamos a tomar as opções corretas ou a desempenhar bem o nosso papel. Tantas dúvidas que surgem, em tantos momentos, logo desde o nascimento…
Com a R. o amor surgiu no primeiro instante, diria mesmo que logo que vi os dois risquinhos no teste de gravidez. Caramba, precisava tanto dela na minha vida... A gravidez foi como um raio de sol surgido num céu de tempestade.
Nem tudo foram flores quando ela nasceu. A R. não era uma bebé fácil, passava imenso tempo acordada, parecia que já tinha nascido habituada a colo, dava-me banhos de papa e de sopa, das noites nem me queixo muito, mas sonos de noites completas só depois dos 3 anos… E (culpa minha) a partir de determinada altura habituou-se a adormecer sempre acompanhada, o que me condicionava a ir para a cama sempre ao mesmo tempo que ela.

Nunca foi uma bebé perfeita… mas eu digo tantas vezes que ninguém é perfeito, e que não se pode esperar a perfeição de ninguém… Porque é que ela haveria de ser diferente?

O meu amor por ela sempre foi incondicional e superou em intensidade qualquer outro sentimento que alguma vez tive, mas havia, e continua a haver momentos de quase desespero, momentos em se perde a calma e se dizem coisas que verdadeiramente não se sente.

A R. é uma criança de afetos, não é uma menina prática e despachada. É sensível, adora mimos, mas é muito dependente e se tiver alguém que lhe faça as coisas (vesti-la, calçá-la, dar-lhe banho) ela não toma a iniciativa de fazer nada - lembro que tem 7 anos e meio. Além disso é muito distraída e eu tenho que lhe estar constantemente a chamar a atenção para que ela não se perca em devaneios e se esqueça do que está a fazer. E para comer às vezes leva horas… E isto, anos a fio, é cansativo e desgastante.

Também é verdade que nada muda mais a nossa vida do que ter um filho. Por mais desejado que seja, é natural que muitos casais não estejam preparados para uma mudança tão radical. É limitador, condicionante, e acaba por implicar que outros sonhos sejam esquecidos ou pelo menos adiados.

Mas há momentos, e são tantos, em que tudo se esquece, e em que este amor, o maior de todos, vem ao de cima com todas as suas forças.
Ainda hoje ela levantou-se, ensonada e despenteada, e sorriu para mim. Eu abri-lhe os braços e disse-lhe "adoro-te minha pequenina". Ela abraça-me e na sua voz tão doce diz-me "eu também te adoro, mamã querida". E eu sinto-me, simplesmente, a mãe mais feliz do mundo…


Até sempre,

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