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segunda-feira, 4 de abril de 2011

O verdadeiro amor


(a propósito dos comentários deixados no post "As pequenas coisas")


Para mim, a imagem do verdadeiro amor, sempre foi a de dois velhinhos de mãos dadas, trocando olhares ternos. Talvez por isso sempre tenha visto as relações numa perspetiva de futuro. A vida é construida no presente... quanto ao passado já não há nada a fazer, e o futuro é feito de sonhos... Mas eu nunca consegui viver uma relação sem pensar nela à luz dos anos, sem a tentar imaginar com o passar do tempo. Provavelmente foi isso que me fez desistir no passado, ao perceber que não estava a construir nada daquilo com que sempre sonhei.

Se parece um sonho quase impossível de concretizar? Ah, pois parece... E em certas alturas das nossas vidas, ainda mais. Se conheço casos? Sem dúvida. Os meus avós maternos, os meus pais (apesar de se terem separado na vida terrena cedo demais), os avós maternos do J., pelo que ele me conta... E conheço outras relações recentes que acredito que têm o mesmo potencial. E além destes casos, basta andar atento, na rua. Ainda há poucos dias sorria em silêncio perante a conversa animada de um casal de cabelos grisalhos, cumplices, no intervalo do cinema.

Porque para mim, estes são os exemplos que demonstram que é possível, que vale a pena não baixar os braços e conformarmo-nos com uma relação que muitas vezes até já deixou de ser satisfatória, e é muito mais feita de comodismo e de falta de coragem para arriscar a começar tudo de novo, do que de sentimentos.

Se eu admito a possibilidade de que o meu principe se transforme num sapo? Claro que sim, já não sou propriamente uma adolescente sonhadora de 16 anos. Mas também sei que muito do sucesso desta relação depende também de mim. Assim como nos conheço aos dois, e sei que nos empenharemos ao máximo para conseguirmos construir um futuro feliz em comum.

Sei que o que sentimos um pelo outro se vai transformar. Espero e acredito que vá ganhando a tranquilidade, a consistência e a maturidade que apenas surge com o passar dos anos. Espero e acredito que também um dia os dois, velhinhos ternurentos de mãos dadas, iremos personificar a imagem do "verdadeiro amor".


Até sempre,

Cookie

2 comentários:

Jujuba, 23 anos disse...

Uma vez me aventurei em um amor e acreditei que pudesse ser de verdade, mas no final e sempre tem um final, tudo desabou e nada me restou!!
acho que não era O AMOR..

mfc disse...

O amor é sempre... para sempre!
Excepto quando não é!